Há dez anos, policial escapou de atentado em Ribeirão Preto

O delegado Paulo Pereira de Paula, de 49 anos, tinha sido vítima de um atentado em 2002, quando ainda atuava na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, no interior do Estado. Em agosto daquele ano, criminosos lançaram uma granada contra a casa do policial.

JOSÉ MARIA TOMAZELA , SOROCABA, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2012 | 03h01

O artefato explodiu e por pouco não matou a mãe do delegado, que estava na sala da residência. Os bandidos ainda dispararam vários tiros contra os carros que estavam na frente da casa.

Quem conta é o delegado Fernando Gonçalves de Oliveira, da DIG de Ribeirão, amigo de Pereira de Paula e que, à época, investigou o atentado. "Prendemos os autores e eles confessaram o crime. Eles faziam parte de uma quadrilha de ladrões de cargas e de veículos que o Paula investigava. Por isso, queriam sua morte ou pelo menos intimidá-lo."

Segundo Oliveira, o delegado morto era destemido e fazia investigações inteligentes. Por esse motivo, ele não acredita na hipótese de tentativa de assalto. "Tomar três tiros e não ter nada roubado... Ele nem chegou a sacar a arma. Por que os bandidos atirariam?", questionou.

O delegado, que trabalhou 11 anos com o colega morto, conta que ele era de uma família de policiais e gostava da profissão.

"O pai dele, também Paulo, é delegado aposentado. A mulher, Renata, é delegada em Passos, Minas Gerais, e um dos irmãos já foi delegado estadual e agora é federal. O outro irmão é médico legista e a irmã, fisioterapeuta. Uma família ótima. As filhas dele - Vitória (de 18 anos) e Fernanda (de 8) - estão inconsoláveis, como toda a família e os amigos."

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