''Há coisas que só SP tem, mas há um preço''

Leandro Karnal, historiador gaúcho e professor da Unicamp

PAULO SALDANA, O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2011 | 00h00

O gaúcho Leandro Karnal, de 47 anos, costuma falar que ainda tem um certo "deslumbramento "semicaipira"" por cidade grande. "E São Paulo é uma cidade para profissionais. Não se revela facilmente, não se apresenta como Paris, por exemplo", analisa ele, que mora na cidade há 23 anos.

Historiador, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Karnal nasceu na pequena São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Na capital paulista, fez doutorado pela USP, lançou livros e decidiu ficar. "Aqui eu cresci e descobri o mundo."

"Flaneur". Karnal mora na Pompeia, zona oeste, e diz gostar de rodar a pé pelas ruas - com o olhar afiado de "flaneur", como afirma, lembrando o poeta Charles Baudelaire. "Gosto do anonimato da cidade, andar pelos Jardins, Avenida Paulista e centro antigo", diz. "Há coisas que só São Paulo tem, mas temos um preço a pagar." O professor ressalta a piora do trânsito com o passar dos anos e como a chuva se tornou mortal. Já elegeu a pior queixa: "Tudo é muito caro, mais que na Europa."

Templo. Nas suas caminhadas, o destino predileto é a Sala São Paulo, que ele chama de "templo da música". Assina todos os concertos possíveis. "Além de bonita, a acústica dessa sala é uma das melhores do mundo."

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