Há 30 anos

Incêndio na Paulista deixa 17 mortos

Rose Saconi, O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2011 | 00h00

São Paulo parou no fim da manhã de 14 de fevereiro de 1981 para acompanhar um drama: o incêndio do Edifício Grande Avenida, na Avenida Paulista, e a luta dos bombeiros para salvar vidas. Dezessete pessoas morreram. Dezenas ficaram feridas.

O fogo começou na sobreloja ocupada pelos escritórios da Toyobo do Brasil, com um curto-circuito na rede elétrica. Às 11h50 surgiram os primeiros sinais das chamas. Os bombeiros foram rápidos, mas a falta de água para combater o fogo determinou a tragédia. A tampa do hidrante mais próximo estava emperrada e os primeiros caminhões-pipa só chegaram uma hora depois de iniciado o fogo.

Era um sábado e havia cerca de 50 pessoas no prédio, entre vigilantes, pessoal de limpeza, funcionários de plantão e técnicos da torre da TV Record, instalada no topo do Grande Avenida. O incêndio começou com um estrondo seguido de alguns focos de chamas.

Repórteres e fotógrafos do Estado seguiram para a Avenida Paulista, que estava interditada entre as Ruas Augusta e Peixoto Gomide. As transmissões da Record foram imediatamente suspensas. De megafone na mão, um soldado da Polícia Militar tentava acalmar as pessoas que apareciam desesperadas nas janelas. Cartazes e inscrições no asfalto tentavam tranquilizar as vítimas.

Falta d"água. Às 14h45, quando os bombeiros acreditavam estar dominando o fogo, começou a chover forte. O prédio foi tomado pela fumaça. Com a alta temperatura, os vidros começaram a arrebentar. O desespero aumentou. Os bombeiros enfrentavam deficiências no abastecimento de água. A Paulista foi transformada em ambulatório médico e pista de pouso.

O incêndio de 1981 foi o segundo no Grande Avenida - em janeiro de 1969, o fogo não deixou vítimas. O edifício de 23 andares demonstrou ter uma deficiência fatal: As portas corta-fogo foram instaladas em todos os andares, exceto na sobreloja, onde começou o incêndio.

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