Guarulhos, Guaratinguetá e Itararé enfrentam falta de água

Para abastecer Guarulhos são necessários 300 litros de água por segundo, mas a Sabesp está entregando 200 litros por segundo

José Maria Tomazela e Laura Maia de Castro, O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2014 | 19h08

SÃO PAULO - Parte dos moradores de Guarulhos, cidade na Região Metropolitana de São Paulo, já enfrenta racionamento de água por causa do baixo volume disponível para o município por meio do Sistema Alto Tietê, operado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Os bairros afetados - Bonsucesso, Ponte Alta, Carmela, Bambi, Presidente Dutra e Inocoop - têm água dia sim, dia não.

Para abastecer a região são necessários 300 litros de água por segundo, mas a Sabesp está entregando 200 litros por segundo.

Bairros abastecidos pelo Sistema Cantareira - que está com nível mais baixo dos últimos dez anos -, estão em estado de alerta.

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Guarulhos afirma que tem promovido manobras no sistema de abastecimento para abastecer as diferentes regiões da cidade da forma mais justa possível. Como o sistema é interligado, o esquema pode ocasionar períodos de intermitência em algumas áreas do município.

Veja mapa das cidades que registram falta de água em São Paulo:

 

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Interior. Mais duas cidades do interior de São Paulo podem adotar o racionamento para não deixar a população totalmente sem água. Em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, embora o ribeirão que abastece a cidade ainda esteja com bom nível, o sistema de abastecimento não é suficiente para atender toda a população de mais de 100 mil habitantes.

"Houve aumento no consumo e o problema está sendo levar a água até o reservatório geral", disse o diretor do serviço de água e esgoto, Laércio Andrade. Segundo ele, os moradores enfrentam o desabastecimento porque não aconteceram os investimentos necessários nas gestões anteriores. Os bairros Santa Maria, Patury e Pedreira são os mais afetados.

Em Itararé, no sudoeste paulista, o volume de água na represa do Ribeirão Três Barras e no Rio Itararé, onde são feitas as captações, está 50% abaixo do normal. Os dois reservatórios que armazenam 2,5 milhões de litros de água para distribuir à população estão vazios. A estação de tratamento opera com apenas metade da capacidade. A água já passou a ser distribuída em sistema de rodízio. Na região, nos últimos quatro meses, as chuvas se tornaram escassas e até cachoeiras que atraíam turistas estão secas.

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