Guarujá prevê transformar base aérea em terminal comercial

Prefeitura gerenciaria a estrutura e Petrobrás criaria uma base logística para abastecimento das plataformas de petróleo

Rejane Lima, Chico Siqueira e Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

A prefeitura do Guarujá, no litoral paulista, tenta transformar a Base Aérea de Santos em um aeroporto também comercial, em estudo há ao menos cinco anos. Entretanto, não há projeto, previsão de custos, licenças ambientais ou prazos. Recursos de R$ 4 milhões destinados em 2007 pelo Ministério do Turismo continuam na Caixa Econômica Federal. Apesar do nome, a base fica na cidade vizinha a Santos.

Por enquanto, a única certeza é que o Aeroporto Metropolitano da Baixada Santista teria uso compartilhado entre a Aeronáutica, hoje única usuária do local, a Petrobrás, que criaria ali uma base logística para o abastecimento das plataformas da Bacia de Santos, e a prefeitura, que pretende gerenciar o local para explorar o potencial turístico da região. O objetivo é que atenda a Baixada Santista e o ABC.

Já em São José do Rio Preto, a prefeitura da cidade vai definir a área em que um novo aeroporto será construído. Um estudo apontou quatro locais, mas apenas dois deles serão analisados - e um escolhido - pela Anac e pelo Daesp. O custo da obra deve chegar a R$ 50 milhões. O objetivo é construir um aeroporto que possa receber voos comerciais e de carga. O atual está em uma área residencial e comercial de Rio Preto e não tem mais condições de ser ampliado. Atualmente, quatro empresas aéreas atuam ali, operando cerca de 40 voos diários. O local recebeu cerca de 194 mil passageiros no primeiro semestre deste ano.

Em Sorocaba, o Aeroporto Estadual Bertram Luiz Leupolz, administrado pelo Daesp, passou por obras como a pavimentação da pista de rolamento e a construção de um anexo operacional, entre outras. O terminal, com 800 metros quadrados e um estacionamento para 130 veículos, registrou de janeiro a junho 25.022 passageiros e 19.061 pousos e decolagens. O Daesp não informou o valor investido.

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