Guarujá acaba com aluguel de jet skis

Após acidentes, prefeitura suspendeu alvará de empresas que oferecem o serviço nas praias

GUARUJÁ, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2012 | 03h03

A prefeitura do Guarujá, no litoral de São Paulo, decidiu cassar os alvarás das três empresas que faziam locação de jet skis nas praias da cidade. A decisão foi tomada após vários acidentes e denúncias de irregularidades nos aluguéis dos equipamentos, principalmente para quem não tem a carta de arrais (espécie de habilitação náutica).

A ação que cassou os alvarás das empresas locadoras não impede o tráfego desse tipo de veículo particular, mas os donos dos equipamentos terão a documentação fiscalizada, segundo a prefeitura.

A decisão foi tomada pela prefeita Maria Antonieta (PMDB) depois de uma reportagem do Fantástico, da Rede Globo, mostrar no domingo passado que a locação irregular de jet skis vinha provocando acidentes, alguns até com mortes, nas praias da cidade. As empresas não estavam tomando precauções básicas, como exigir dos interessados em alugar o veículo o documento que dá permissão para conduzir embarcações náuticas.

Segundo a prefeitura do Guarujá, desde 2009 estão sendo tomadas medidas para evitar que acidentes se repitam, mas os responsáveis pelas empresa negam que tenha sido feita qualquer ação.

O secretário de Finanças do município, Adílson Cabral, disse que a administração municipal chegou a instalar uma tenda na Praia da Enseada, onde é mais comum o tráfego dessas embarcações, mas a medida não foi suficiente para coibir abusos.

A fiscalização por terra é de competência da prefeitura; no mar, cabe à Capitania dos Portos controlar o uso de jet skis.

Morte. Em julho do ano passado, a estudante Daniela Magela de Oliveira, de 17 anos, moradora de São Paulo, morreu na Praia da Enseada após o jet ski que pilotava bater em outra embarcação, comandada por um militar do Exército, Ricardo Augusto dos Santos, que também não tinha habilitação.

Na ocasião, a polícia havia apurado que o jet ski tinha sido alugado por uma amiga da estudante, maior de idade, que assinou o termo de responsabilidade. Ela teria garantido à empresa locadora ter habilitação para pilotar.

O piloto da outra embarcação disse na época que já havia feito a prova para obter o documento de arrais amador. / ZULEIDE DE BARROS e DOUGLAS LUAN, ESPECIAL PARA O ESTADO

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