Guardas civis entram no 4º dia de greve em São Paulo

Justiça determinou que 50% do efetivo de agentes trabalhem; Kassab diz que não há diálogo com greve

Agência Brasil,

28 de agosto de 2009 | 16h54

Os guardas civis de São Paulo entraram nesta sexta-feira, 28, no quarto dia de paralisação, na primeira greve em 23 anos de existência da corporação. Pela manhã, eles se juntaram ao movimento de luta unificada da Central Única dos Trabalhadores (CUT) pela redução da jornada para 40 horas semanais e realizaram manifestação em frente ao prédio do gabinete do prefeito Gilberto Kassab, no viaduto do Chá.

 

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A categoria reivindica piso salarial de R$ 1.300, além de aumento da gratificação, que hoje é de 60%, para 140% entre outras solicitações. Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (Sindguarda), Clóvis Pereira da Silva, dos 6.429 servidores, metade está trabalhando normalmente, em cumprimento à determinação da Justiça estadual. Essa decisão refere-se à medida cautelar contra o movimento, interposta pela Prefeitura.

 

Na avaliação da Justiça estadual, os guardas-civis têm o direito de fazer greve, desde que mantenham 50% do efetivo em atividade para garantir o atendimento essencial. Foi marcada para a próxima terça-feira uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

 

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, desde o primeiro dia de paralisação, o prefeito Gilberto Kassab tem defendido que há outros caminhos para que esses servidores atinjam os seus objetivos. Na quinta, ele afirmou que enquanto houver greve não haverá diálogo com a categoria.

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