Guarda terá rondas setoriais e foco em zeladoria urbana

Segundo secretário de Segurança Urbana da capital, reorganização da Guarda Civil Metropolitana apostará em patrulhas para tornar a forma de trabalho mais parecida com a da PM

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2017 | 05h00

O secretário de Segurança Urbana da capital, o coronel da PM José Roberto Rodrigues de Oliveira, afirmou que está em curso uma reorganização da Guarda Civil Metropolitana (GCM). “Assim, aumentamos significativamente as rondas em escolas e vamos dividir por setor.”

Segundo ele, anteriormente, a ronda se fixava nas escolas e deixava de atender as unidades de saúde, mesmo que estivessem em um mesmo complexo. “É preciso um olhar mais abrangente, eclético. Vamos mapear os setores e criar um cartão de prioridade de policiamento (como na PM), instituindo uma ronda inteligente que melhore a utilização de nosso meios.”

Assim, embora o efetivo de guardas no programa de Proteção Escolar tenha diminuído de 266 em 1.º de janeiro para 239 em 4 de abril, o total de iniciativas, segundo a secretaria, cresceu de 8.175 rondas para 12.795 em janeiro e em fevereiro.

A aposta nas patrulhas deve tornar a forma de trabalho da Guarda semelhante à da PM. Ex-secretário de Segurança Urbana da gestão Fernando Haddad (PT), o promotor Roberto Porto diz que a Guarda sempre “teve a tendência de ocupar o papel da PM, o que não é função dela”. Por isso, segundo ele, as ações sociais e de policiamento comunitário eram sua prioridade. “Queria a Guarda próxima do cidadão.”

Para o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), “não existia a política de ‘esterilizar’ quatro, seis homens para tomar conta de um monumento, como acontece perto da minha casa (referindo-se ao monumento à imigração japonesa).”

Efetivo. O presidente do Sindicato dos Guardas Civis de São Paulo (Sindguardas), Clóvis Roberto Pereira, diz que a redistribuição de efetivo feita pela atual gestão atende a uma mudança de foco para zeladoria urbana. Segundo ele, a mudança de orientação não é “natural”, pois o principal problema da GCM não é a forma como é empregada, mas o envelhecimento de efetivo. “A idade média dos guardas hoje é de 40 anos.

Para enfrentar esse problema, Porto destaca que fez “o primeiro concurso para a Guarda após nove anos”. Mas a gestão Haddad – segundo ele – chamou apenas 500 dos 1.500 aprovados no concurso. Agora, a gestão Doria informou que está convocando 200 aprovados.

Atualmente, a GCM tem 5.788 homens, dos quais 70% têm idade entre 40 a 60 anos. “Os efeitos da falta de efetivo só não são maiores por causa da Dead (Diária Especial de Atividade Complementar)”, disse Pereira. A Deac é uma espécie de operação delegada – o bico oficial. Só na ronda escolar existem 54 vagas para guardas, divididas em dois períodos (manhã e noite), compensando em parte a redução de efetivo. 

/ M.G.

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