Guarda que matou jovem em Heliópolis adia interrogatório

GCM vai ser indiciado por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - pela morte de Ana Cristina

Fabiana Marchezi, Central de Notícias,

11 de setembro de 2009 | 12h54

O guarda-civil municipal Vicente Pereira Passos, de São Caetano do Sul, acusado participar do tiroteio em Heliópolis que provocou a morte da estudante Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, adiou o fim de seu interrogatório. Ele deveria comparecer ao 95º Distrito Policial nesta sexta, mas até o fim do dia deve remarcar a audiência para a próxima semana.

 

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De acordo com o delegado Gilmar Contrera, o advogado do guarda não pode acompanhá-lo nesta sexta-feira, 11. Com o adiamento, o fim do interrogatório seguido da formalização do indiciamento por homicídio culposo (sem intenção) deverá ser marcado para segunda, 14, ou terça-feira, 15.

 

Passos será indiciado pela morte da estudante. Laudo do Instituto de Criminalística (IC) aponta o guarda como o autor do disparo que matou a jovem. Segundo o delgado, ele vai responder ao processo em liberdade, "pois não há indícios de que houve intenção na morte da jovem". A morte da jovem causou protestos na maior favela de São Paulo no começo deste mês.

 

Os guardas civis envolvidos no caso, Edson Damião Estevam, Luziel Pereira da Costa e Vicente Pereira Passos, foram afastados das funções e um processo administrativo foi aberto para apurar o tiroteio que causou a morte da jovem. Os três guardas tiveram as armas apreendidas para perícia. Os GCMs afirmaram que perseguiam um grupo que havia roubado um carro.

 

Por causa da morte de Ana Cristina, os moradores fizeram protestos, ateando fogo em carros, ônibus e depredando outros veículos. A adolescente voltava do colégio quando foi atingida pelo disparo. O namorado dela disse que Ana Cristina iria sair de São Paulo para viver com ele em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

 

Segundo a PM, o segundo protesto feito por alguns moradores do local teria uma recompensa: alguém distribuiu avisos que os participantes iriam receber uma cesta básica caso colaborassem. A PM reforçou o policiamento no local e, durante o protesto, 21 pessoas envolvidas foram presas.

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