Guarda Municipal é morto em Araçatuba e polícia investiga participação do PCC

Agente foi executado com três tiros na manhã desta segunda-feira, 31, num bairro residencial, a poucas de casa

Chico Siqueira, Especial para o Estado

31 de dezembro de 2012 | 16h52

ARAÇATUBA- O guarda municipal Antônio Roberto Rodrigues Costa, de 39 anos,  foi executado com três tiros na manhã desta segunda-feira, 31, num bairro residencial de Araçatuba (SP). Costa ocupava um Vectra, a poucas quadras de sua casa, no jardim Paraíso, quando foi interceptado por uma moto com dois homens, por volta das 11 horas da manhã. O desconhecido que estava na garupa usou uma pistola 380 e acertou três tiros em Costa: nos braços, peito e costelas. Mesmo ferido, o guarda tentou perseguir a moto, mas perdeu o controle do veículo e atropelou o aposentado Antonio Mendes Siqueira, de 72 anos. Siqueira chegou a ser internado com ferimentos leves, mas foi liberado.

O homicídio ocorre menos de um mês após a Justiça de Araçatuba autorizar em liminar o uso de armas pelos guardas fora de horário de serviço. Os guardas, que usam armas para trabalhar, são obrigados a deixar a arma no serviço. Com informações de que seriam vítimas do Primeiro Comando da Capital(PCC), eles entraram na Justiça pedindo a posse de arma fora do expediente, pois temiam ser atacados em horário de folga.

A polícia investiga a possibilidade de o homicídio ter sido cometido por presos em saída temporária. Costa estava de folga. Colegas de trabalho disseram à reportagem que presos em saída temporária teriam recebido uma lista com nomes de guardas municipais que seriam mortos em troca da morte de integrantes do PCC. Costa, que trabalhava havia 22 anos na Guarda Municipal estava de folga quando foi morto. A polícia não tem pista dos assassinos.
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