Guarda civil é morto por PMs ao ser confundido com assaltante

Roberto Carlos dos Santos estava sem farda e perseguia criminosos que haviam acabado de cometer um assalto em Itaquaquecetuba; suspeitos fugiram

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

07 Setembro 2014 | 14h40

SÃO PAULO - Um guarda civil de 35 anos foi morto por policiais militares que o confundiram com um assaltante na noite de sábado, 6, em Itaquaquecetuba. Roberto Carlos Ribeiro dos Santos estava sem farda quando foi baleado e morreu no Pronto Atendimento do Hospital Santa Marcelina, zona leste, para onde foi encaminhado.

Segundo o boletim de ocorrência, Santos havia trabalhado em um evento cultural na Câmara Municipal da cidade e, ao sair para a rua, já sem a farda, percebeu um assalto a poucos metros. O guarda chamou então um colega fardado para acompanhá-lo na perseguição dos suspeitos. Na Rua Machado, Vila Virgínia, a vítima do roubo indicou a direção dos criminosos, para onde os guardas se dirigiram.

Policiais militares da 2ª Companhia do 34° Batalhão também foram chamados para atender à ocorrência. Ao avistarem Santos, de arma em punho, os PMs atiraram. Os bandidos fugiram. Socorrido ao hospital, Santos não resistiu. A Secretaria de Segurança Pública não soube informar quantos tiros ele levou.

A ocorrência foi registrada como homicídio consumado decorrente de intervenção policial no setor de homicídios de Mogi das Cruzes. A Polícia Civil investiga o caso e a Polícia Militar vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias da morte.

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