WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

Guarapiranga e Alto Tietê caem pela 1ª vez no mês; Cantareira sobe

Sistemas Rio Grande e Rio Claro também recuam nesta sexta-feira; Alto Cotia é o único que mantém nível de água armazenada

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2015 | 09h50

SÃO PAULO - Após quase duas semanas em alta, o Guarapiranga e o Alto Tietê, dois dos principais sistemas hídricos de São Paulo, voltaram a registrar perda no volume de água represada, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta quinta-feira, 13. Mesmo sem chuva, o mais importante dos mananciais, o Cantareira, subiu pelo segundo dia.

Atual responsável por atender 5,8 milhões de pessoas, o maior grupo da capital e da Grande São Paulo, o Guarapiranga interrompeu uma sequência de 11 aumentos consecutivos e caiu 0,2 ponto porcentual nesta sexta. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 85,9% da capacidade - 0,2 ponto porcentual a menos comparado ao dia anterior, quando estava com 86,1%.

A última vez em que o Guarapiranga havia registrado baixa foi no dia 31 de outubro. Na ocasião, o sistema viu seu estoque de água cair de 76,7% para 76,5%. Apesar de não ter chovido na região nas últimas 24 horas, o manancial já superou a expectativa de chuvas para novembro. A pluviometria acumulada está em 133 mm, enquanto a média histórica do mês é de 123,8 mm.

Por sua vez, o Alto Tietê, que atravessa crise severa, teve queda de 0,1 ponto porcentual e está com 15,2% da capacidade. O índice calculado pela Sabesp leva em conta uma cota do volume morto, adicionada no ano passado.

No dia anterior, o manancial já havia freado sua recuperação e ficado estável em 15,3%. Também foi a primeira vez neste mês que o sistema sofreu baixa. A última havia sido em 31 de outubro, quando caiu de 13,9% para 13,7%.

Cantareira. Considerado o principal manancial de São Paulo, o Cantareira opera com 17,4%, segundo dado tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera dois volumes mortos como volume útil do sistema. O número é 0,1 ponto maior do que no dia anterior.

Em novembro, a pluviometria acumulado até o momento é de 77,6 mm - quase metade do volume esperado para o mês inteiro, de 160,4 mm. A última queda do Cantareira foi no dia 26 de outubro, quando o sistema desceu de 15,7% para 15,6%. 

O índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial, também registrou alta de 0,1 ponto porcentual, de -12% para -11,9%. A mesma variação positiva aconteceu na terceira medição, que subiu de 13,4% para 13,5%.

Outros mananciais. Tanto o Sistema Rio Grande quanto o Rio Claro caíram 0,2 ponto porcentual nesta sexta-feira, de acordo com a Sabesp. Enquanto o nível do primeiro desceu de 92,4% para 92,2%, o segundo reduziu de 58,3% para 58,1%.

Já o Alto Cotia ficou estável em 70,6% e chegou ao 13º dia sem registrar nenhuma queda. O manancial também superou a expectativa de chuva para novembro, com pluviometria acumulada de 128,2 mm, ante 126,7 mm da média histórica.

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