Grupo tenta invadir casa do prefeito de Mongaguá-SP

Homens renderam empregadas na manhã de hoje mas não conseguiram entrar; ninguém foi preso

Rejane Lima, O Estado de S. Paulo

04 Julho 2011 | 17h04

SANTOS - Três homens tentaram invadir na manhã desta segunda-feira, 4, a casa do prefeito de Mongaguá (SP), Paulo Wiazowski Filho (DEM), quando as funcionárias da residência chegavam para trabalhar. Por enquanto, ninguém foi preso. O crime aconteceu por volta das 7h30 da manhã e não havia ninguém na casa, localizada no centro da cidade litorânea.

As duas moças, que são irmãs, foram rendidas na entrada da residência por dois homens que desceram de um veículo - um Gol preto com a tampa do tanque pintada de branco. Um dos indivíduos estava armado com uma pistola e de capuz, o outro estava "de cara limpa" e o terceiro homem ficou dentro do carro.

Eles pediram que as funcionárias entrassem na casa, mas elas não possuíam a chave, então eles fugiram roubando as bolsas das duas, onde havia documentos, celulares e vale transporte no valor de R$ 50. "Estou muito chocado com a ousadia dos marginais de tentar praticar um crime com uma pessoa pública. Imagine com um cidadão que não tem a nossa notoriedade? Por isso que cada vez mais a gente tem que enaltecer a questão da segurança para não criar uma sensação de vulnerabilidade em toda a sociedade", disse o prefeito. Ele afirmou que sua casa tem câmeras de segurança e que as funcionárias não possuem as chaves justamente para não correr o risco de serem rendidas. "Quando a gente vai abrir a porta, vê pela câmera do interfone que elas estão sozinhas justamente por isso", explicou.

Wiazowski afirma que não pretende mudar sua rotina com o crime, mas será mais cauteloso. "A rotina de trabalho é difícil mudar, mas vou tomar algumas cautelas em relação à família e tudo o mais para que a gente não tenha uma surpresa", disse o prefeito, informando que não acredita na possibilidade de crime político ou atentado contra ele, mas não descarta a possibilidade dos marginais terem planejado um sequestro.

"Antes de ir embora eles disseram para as funcionárias ''avisa o prefeito que a gente volta para buscá-lo''", relatou ele. A Polícia Civil, entretanto, acredita que a intenção dos criminosos fosse apenas assaltar a casa. "A gente trabalha com a hipótese de roubo e descarta a possibilidade de um atentado", disse o delegado titular do município, João José Peres Neves, afirmando que já verificou as imagens das câmeras de monitoramento da casa do prefeito. Um suspeito foi identificado.

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