Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Grupo protesta contra morte de camelô por PM em São Paulo

Segundo PM, cerca de 80 pessoas participaram de ato contra o homicídio de Carlos Augusto Muniz Braga cometido por um soldado durante ação na zona oeste da capital

O Estado de S. Paulo

20 Setembro 2014 | 19h34

SÃO PAULO - Cerca de 80 pessoas participaram de um protesto na tarde deste sábado, 20, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, pela morte do camelô Carlos Augusto Muniz Braga, de 30 anos, que foi baleado por um policial militar durante uma fiscalização de combate a produtos piratas na última quinta-feira, 18.

O soldado Henrique Dias Bueno de Araújo foi preso em flagrante na noite daquele dia acusado de ser o autor do disparo que matou o vendedor ambulante. O crime foi registrado em vídeo gravado por pessoas que acompanham o tumulto, na Rua 12 de Outubro. O PM foi indiciado por homicídio e está preso do presídio militar Romão Gomes, na zona norte da capital. À polícia, Araújo disse que o tiro foi “acidental”.

O protesto começou por volta das 14h no local do crime. Segundo a PM, cerca de 80 participaram do ato, que percorreu várias ruas da região e terminou por volta das 17h sem incidentes. Os manifestantes estavam vestidos de preto e exibiam cartazes e faixas pedindo paz e justiça. Em um deles, estava escrito "mais um morto pelo mesmo PM".

Neste sábado, o Estado revelou que Araújo já responde a processo por outro homicídio cometido há seis meses também durante uma abordagem policial. Na ocasião, o soldado disparou seis vezes contra um homem que teria reagido à ordem de parada feita pelo policial e seu companheiro de trabalho.

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