Lucas Sampaio/Estadão
Lucas Sampaio/Estadão

Grupo protesta contra Alckmin em evento sobre crise da água

Dez estudantes interromperam palestra de representante do governo estadual paulista na Unicamp e deixaram auditório sob aplausos

LUCAS SAMPAIO, Especial para O Estado

17 Março 2015 | 16h01

CAMPINAS - Manifestantes protestaram contra a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), na tarde desta terça-feira, 17, em um evento sobre a crise hídrica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - e foram aplaudidos.

Dez estudantes da universidade interromperam o início da palestra "Crise hídrica: o que tem sido feito e o que fazer?", que contava com um representante do governo estadual paulista, com cartazes que criticavam a administração da crise e cantando palavras de ordem como "Não é brincadeira, Geraldo Alckmin secou minha torneira".

Após interromper o início do debate e fazer a intervenção, deixaram o auditório do centro de convenções da universidade sob aplausos dos cerca de 200 presentes.

"A gente vê o governador blindado e lavando as mãos para o problema, como se o consumo doméstico fosse o grande problema, não a gestão dos recursos hídricos", afirma Lunara Francine, de 23 anos, estudante de Pedagogia da Unicamp.

Fórum. Especialistas e autoridades debatem nesta terça e quarta-feira no câmpus principal da universidade, em Campinas, sobre "sustentabilidade hídrica". Entre os convidados estão o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, o coordenador de recursos hídricos da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos (SSRH), Rui Assis Brasil, e especialistas do Brasil e do exterior.

O governo estadual foi criticado também pelos especialistas. "Há dois anos a Sabesp estava oferecendo a água do Cantareira para grandes consumidores, incentivando o não uso de águas subterrâneas, sabendo que o sistema estava sendo fragilizado", afirma Ademar Romeiro, professor do Instituto de Economia (IE). "Existe uma falha tremenda de governança dos recursos hídricos que não pode ser esquecida. De modo algum podemos culpar a seca."

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