Luciano Bottini Filho/AE
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Grupo pró-moradia protesta na frente da Prefeitura de SP

Trânsito no Viaduto do Chá foi bloqueado; manifestantes querem ser recebidos pelo secretário de Habitação

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

03 Julho 2013 | 10h43

Atualizado às 12h30.

SÃO PAULO - Cerca de 100 pessoas de movimentos ligados à melhoria de habitação popular se manifestavam na manhã desta quarta-feira, 3, no centro da capital paulista. Eles marcharam da região da Luz até a sede da Prefeitura, onde se concentraram. Por volta de 12h30, o grupo bloqueou o trânsito no Viaduto do Chá e disse que só deixa o local se for recebido pelo secretário municipal de Habitação, Floriano de Azevedo Marques.

Pessoas ligadas ao Movimento Passe Livre também tomavam parte do protesto, que saiu da frente de um edifício ocupado na Rua Couto de Magalhães. Ali, cerca de 60 famílias estão vivendo desde janeiro, mas a Prefeitura de São Paulo informou que o prédio precisa ser esvaziado porque há risco de desabamento.

Os moradores, no entanto, contestam essa versão e dizem que o imóvel foi atingido apenas por um princípio de incêndio na semana passada, sem oferecer riscos.

Além do Movimento de Moradia da Região Central de São Paulo, participavam da ação a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo e a União da Luta dos Cortiços.

Os manifestantes informaram que o poder público oferece um cheque-despejo de R$ 900 por família e a possibilidade de atendimento habitacional em até quatro anos. Ao longo desse período, as famílias poderiam viver em albergues, ideia que é descartada por elas.

Segundo os manifestantes, a Prefeitura não apresentou um laudo oficial atestando a necessidade da desocupação do imóvel.

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