Grupo organiza marcha contra homofobia na Av. Paulista neste sábado

Manifestantes reivindicam a aprovação da Lei da Homofoobia e também farão ato simbólico contra os ataques à homossexuais que ocorreram em SP nos últimos meses

Eduardo Roberto, Estadão.com.br

18 Fevereiro 2011 | 16h34

SÃO PAULO - Acontece neste sábado, 19, a Marcha Contra Homofobia, que irá percorrer a Avenida Paulista reivindicando a aprovação da PLC 122/2006, Projeto de Lei que torna crime o preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e Transgêneros. A concentração será na Praça do Ciclista, na esquina com a Rua Consolação, às 15h.

 

Além de pedir a aprovação da proposta, os manifestantes também farão ato simbólico contra os ataques a homossexuais que ocorreram em São Paulo - especialmente na Avenida Paulista - e na região metropolitana, nos últimos meses.

 

"Os ataques contra LGBTs tem mostrado que há pessoas que julgam ter 'direito' a discriminar os LGBTs por falta de um crime específico. A aprovação do projeto as conscientizaria de que esse 'direito' não existe e traria uma pena maior para atos discriminatórios", afirma Paulo Roberto Iotti Vecchiatti, Mestre em Direito Constitucional e um dos colaboradores da Marcha.

 

De acordo com a organização, a Marcha irá contar com a presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.

 

Este será o terceiro protesto organizado pelo Ato Anti-Homofobia, que se utiliza das redes sociais online para atrair público e visibilidade para as reivindicações. A página do evento no Facebook já conta com mais de 1500 presenças confirmadas. O primeiro, em novembro de 2010, tinha como objetivo repugnar um manifesto assinado pelo chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, colocando a instituição contra a assinatura da Lei da Homofobia.

 

Um "beijaço gay" reuniu cerca de 100 em dezembro do ano passado, após um incidente em uma confeitaria na região dos Jardins. Um casal de homossexuais alegava que estava abraçado na loja quando foi repreendido por um funcionário, que teria dito que ali "era lugar de família", e que eles não deveriam se comportar como "veados".

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