Grupo francês foi condenado nos EUA

A acusação é a mesma pela qual é investigado no Brasil: prática de corrupção de agentes públicos durante licitações

Andrei Netto,

08 de agosto de 2013 | 00h47

O grupo francês de transportes e energia Alstom acaba de ser condenado nos Estados Unidos. E a acusação é a mesma pela qual é investigado no Brasil: prática de corrupção de agentes públicos durante licitações.

A condenação foi na semana passada. De acordo com o Departamento de Justiça, Lawrence Hoskins, de 62 anos, ex-vice-presidente do grupo industrial Alstom para a Ásia, foi considerado culpado por violação da Lei de Práticas de Corrupção no Exterior (Foreign Corrupt Practices Act, FCPA) durante negociações para a venda de uma usina de carvão para a Indonésia. À época, a Alstom era cotada na bolsa de valores de Nova York, o que a tornava sujeita à legislação americana.

Hoskins foi o quarto executivo da empresa sentenciado pelo caso. No dia anterior à condenação de Hoskins, um outro executivo da empresa, Frédéric Pierucci, preso em abril em Nova York, já havia admitido a culpa durante audiência da Justiça americana. De acordo com a investigação, a empresa subornou pelo menos um deputado com US$ 300 mil e uma viagem a Paris, com o objetivo de obter vantagens no contrato, cujo valor chegava a US$ 212 milhões.

O grupo francês é apontado por ONGs anticorrupção como a empresa francesa mais visada no mundo em processos por subornos de agentes públicos em licitações internacionais. A empresa foi "indicada" ao "prêmio" de mais corrupta de 2013 pela Focus Association for Sustainable Development, uma ONG que classifica a prática de corrupção da empresa como "estratégia deliberada de negócios". Consultada pela reportagem do Estado, a Direção de Comunicação do grupo Alstom em Paris não quis se manifestar sobre o assunto.

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