Grupo de skinheads agride skatistas na Avenida Paulista

Armados com socos ingleses, facas e até uma arma de fogo, um grupo de 30 skinheads neonazistas agrediu skatistas na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, às 22h de anteontem. Onze deles foram detidos pela Polícia Militar e acabaram no 78.º Distrito Policial (Jardins).

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2012 | 03h06

De acordo com a Polícia Civil, houve um confronto entre os dois grupos na Rua Treze de Maio, na Bela Vista, perto do Shopping Pátio Paulista. Após a confusão, a PM encontrou dois skatistas, um deles, de 20 anos, machucado no rosto. O rapaz havia tido seu skate levado pelos skinheads. Outro skatista, de 19 anos, teve uma arma apontada para o seu rosto por um dos membros da gangue.

Quando a PM chegou, a maioria dos skatistas envolvidos no confronto havia fugido. Já os skinheads estavam na Rua Cincinato Braga quando foram localizados. Com eles, foram achados três socos ingleses, um canivete e um punhal - o skate roubado foi achado perto do grupo. No celular de um deles, havia uma imagem de Adolf Hitler.

O homem que carregava uma arma de fogo não foi achado. Na delegacia, uma das vítimas reconheceu dois skinheads como seus agressores: Artur Ruda Gomes Fonseca, de 18 anos, e Antonio Donato Baudson Peret, de 24. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça. O diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Carlos José Paschoal de Toledo, informou que o caso deve ser investigado pela Decradi (Delegacia de Crimes de Intolerância).

O Estado tentou contatar os dois suspeitos ontem, mas eles não atenderam. Em 2011, Peret se envolveu na agressão de um casal de namorados em Belo Horizonte. Além dos dois acusados da agressão, nove skinheads constaram como "partes" no boletim de ocorrência. Entre eles há outros envolvidos em crimes de intolerância. Um deles foi preso em 2011, após um grupo invadir um evento antirracismo, no Parque Dom Pedro II, no centro, e agredir quatro pessoas. Esse mesmo rapaz foi absolvido por falta de provas da acusação de atirar uma bomba na Parada do Orgulho LGBT, em 2009. / COLABOROU MARCELO GODOY

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