GABRIELA BILO/ ESTADAO
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Black Bloc se infiltra em ato contra redução da maioridade e ataca PM

Manifestantes tomaram a Av. Paulista, no sentido Paraíso, e grupo, usando máscaras, pichou Estação Brigadeiro e virou base da polícia

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

13 Julho 2015 | 20h53

SÃO PAULO - Um grupo de black blocs se infiltrou no protesto contra a redução da maioridade penal que começou na na tarde desta segunda-feira, 13, no centro de São Paulo, e transcorria de forma pacífica.

Após subir a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, os manifestantes tomaram todas a faixas da Avenida Paulista, no sentido Paraíso. Um grupo adepto da tática black bloc, usando máscaras, pichou o vidro da estação Brigadeiro do Metrô e a fachada de uma agência bancária. O grupo também virou uma base da Polícia Militar e tentou incendiá-la. Depois, disparou rojões na via, em direção a pedestres e policiais, por volta das 20h40.

"Toma vergonha na cara moleque que está jogando bomba. Porque se machucar alguém, quem vai ser preso é o negro", disse Luís Carlos Donizete Golia, estudante de Sociologia e integrante da Frente Nacional Contra Redução da Idade Penal, que organizou o evento no centro. A polícia não reagiu e o ato terminou por volta das 21 horas na Praça Oswaldo Cruz.

Cerca de 4 mil pessoas ligadas a movimentos de proteção aos direitos das crianças e dos adolescentes, de moradia e em defesa dos direitos humanos participam do ato, iniciado na Praça da Sé no início da tarde. O protesto também comemora aos 25 anos da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (PEC).

Organizado pela Frente Nacional contra a Redução da Idade Penal, o evento pedia o fim da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a idade penal de 18 para 16 anos. À noite, um grupo de ativistas contra a redução da maioridade penal tomou as ruas do centro de São Paulo, em direção à Avenida Paulista, gritando palavras de ordem contra Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara.

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