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Polícia prende seis suspeitos pelo roubo de carro-forte na zona leste de SP

Criminosos usaram um caminhão e uma van para bloquear rua de Guaianases e dificultar a chegada dos policiais; metralhadoras e fuzis foram apreendidos

O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2016 | 10h02
Atualizado 11 Agosto 2016 | 11h55

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu em flagrante na madrugada desta quinta-feira, 11, seis suspeitos de roubar o carro-forte de uma empresa de valores em Guaianases, na zona leste da  capital paulista, na noite desta quarta-feira, 10. Os criminosos estavam armados e usaram um caminhão e uma van para bloquear o carro-forte na Rua Antônio Peçanha e dificultar a chegada da Polícia Militar.

Segundo informações da PM, o assalto aconteceu por volta das 18h45, quando 15 homens atravessaram o caminhão e a van na rua. Eles renderam os vigilantes e usaram explosivos para acessar o dinheiro. O grupo havia fugido em direção à Cidade Tiradentes e teria disparado contra os policiais.

Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), o valor roubado não foi contabilizado até o momento. 

A prisão dos suspeitos ocorreu após uma operação da Polícia Civil para combater o crime organizado. A ação foi coordenada pela 6ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro, da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimonio (DISCCPAT).

Durante a ação, foram apreendidos diversos fuzis e uma metralhadora .50, além de quatro veículos, munições e pentes de fuzis, calças e blusas táticas, toucas do tipo ninja, rádios comunicadores, explosivos e R$ 66 mil.

Em nota, a empresa de transporte de valores Protege confirmou o roubo e disse que não houve o registro de feridos durante a ação. "A Protege aguarda a apuração dos fatos e, para isso, colabora com as autoridades policiais em sua investigação", disse em nota. 

Destino. Em junho, o Estado mostrou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi o responsável pelos três grandes roubos a empresas de transportes de valores ocorridos neste ano e que renderam pelo menos R$ 138 milhões aos criminosos, segundo as investigações do Departamento de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. 

Os policiais têm uma lista de indícios que ligam as três ações, ocorridas em março, na sede da Protege, em Campinas; em abril, na Prosegur, em Santos; e em julho, também na Prosegur, em Ribeirão Preto. Para os investigadores, os crimes foram planejados pelo mesmo grupo, que reuniria três bandos em uma espécie de consórcio criminoso.

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