Reprodução/Facebook
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Grupo assaltou motoristas durante manifestação na quinta, diz consultor

Kelvin Simões conta que cinco homens quebraram vidro de seu carro e roubaram seu celular, enquanto estava preso no trânsito na Rua da Consolação

17 Junho 2013 | 14h49

SÃO PAULO - Um grupo que participava da manifestação contra o aumento das passagens na última quinta-feira, 13, aproveitou a confusão para assaltar motoristas parados no trânsito. Segundo o consultor de móveis planejados Kelvin Simões, de 32 anos, a ação aconteceu na Rua da Consolação por volta das 20h, momento em que os ativistas e a polícia entravam em confronto.

Simões conta que havia saído do trabalho na Avenida Brigadeiro Faria Lima e voltava para casa, na zona leste, quando ficou preso no trânsito da Rua da Consolação, na altura do Mackenzie. Segundo ele, cerca de 100 pessoas que participavam da manifestação subiram a rua correndo, quebrando pontos de ônibus e lixeiras, após a polícia dispersar o movimento com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha. Parte das pessoas começou a bater e a subir em cima dos carros, fazendo motoristas abandonarem os veículos e fugirem a pé.

"As pessoas começaram a correr no sentido contrário, gritando que estava acontecendo um assalto", afirma Simões. Um grupo de cinco homens quebrou o vidro do seu carro, mandando que ele descesse e entregasse o celular. "Resisti e um estilhaço chegou a cortar meu braço."

Os assaltantes estavam bem vestidos, e alguns integrantes do grupo escondiam o rosto com capuz e camisas. Simões conta que cogitou brigar com os criminosos, que tentavam puxá-lo para fora do carro e o chamavam de "playboy". "Fiquei irritado porque era um grupo específico se manifestando dessa forma contra quem não tinha nada a ver com isso. Eu só estava saindo do trabalho e queria ir para casa."

Segundo o consultor, os assaltantes abordaram principalmente mulheres sozinhas nos carros, levando seus pertences. Eles fugiram quando a polícia chegou, na contramão, e arremessou bombas de gás lacrimogêneo. "Consegui sair pelo corredor de ônibus. Parei em frente à Igreja da Consolação e avisei policiais da Tropa de Choque." Ele não registrou boletim de ocorrência.

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