Werther Santana/AE
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'Grupelho radical' descumpriu decisão judicial com a greve, diz Alckmin

Governador afirmou em entrevista ao Bom Dia São Paulo que população está sendo cruelmente punida por movimento

estadão.com.br ,

23 de maio de 2012 | 11h41

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, disse, em entrevista ao ao Bom Dia São Paulo, da rede Globo, que a "população está sendo cruelmente punida" por um "grupelho radical" que descumpriu uma decisão judicial para paralisar o metrô de São Paulo.

De acordo com Alckmin, a abertura das catracas, proposta pelos sindicalistas para que o metrô funcionasse hoje, é uma "medida irresponsável" e seria inócua. Segundo o governador, os operadores não iriam trabalhar e os trens não poderia funcionar da mesma maneira.

Alckmin diz esperar que, por causa da gravidade da situação, a greve seja resolvida ainda hoje.

Segundo ele, o "grupelho" responsável pela greve não aceitou uma proposta de reajuste salarial acima da inflação.

Prefeito. Na manhã desta quarta-feira, o prefeito Gilberto Kassab comentou o caos que a greve dos metroviários causou na cidade, nesta manhã de quarta-feira. Segundo ele, a prefeitura está dando todo apoio possível ao liberar os carros do rodízio e colocar mais ônibus para circular. "É evidente que a quantidade de ônibus é muito aquém do necessário. Essa greve mostra hoje o quanto é importante continuarem e até aumentarem os investimentos do transporte sobre trilhos na cidade de São Paulo", disse.

Kassab afirmou também que caso a greve continue amanhã, ele se reunirá com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Secretaria Municipal de Transportes para decidir se o rodízio será cancelado novamente.

Secretário. À rádio EstadãoESPN, Jurandir Fernandes, secretário de Transportes de São Paulo, afirmou que a reivindicação salarial dos sindicalistas é um "desequilíbrio" e que a categoria "sequer ouviu" as propostas do governo. Para Jurandir Fernandes, há uma "disputa de grupelhos" no sindicado, que está chantageando a população por causa de detalhes que poderiam ser discutidos sem greve. Fernandes diz que a greve tem motivação eleitoral e que há parcelas dos funcionários do metrô que são contra a greve. / COLABOROU JULIANA DEORO.

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