Gritos de 'arrastão' fecham comércio a cada 15 minutos

O axé não está nas ruas da Bahia, a duas semanas do carnaval. O silêncio totalmente atípico nas ruas vem assustando os turistas, que só buscam praias vigiadas pelo Exército. "Será que não vai ter carnaval mais?", indagava em Ilhéus o canadense Greig Crox, de 27 anos, que veio passar 15 dias na Bahia. "Cadê aquele sorriso baiano, a música nos quiosques de praia, o alto astral pré-carnavalesco?", perguntavam visitantes em Itacaré, Morro de São Paulo e Ilha de Boipeba.

O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2012 | 03h01

A região na divisa com o norte do Espírito Santo ainda vive uma onda de saques, mortes violentas e arrombamentos. Ontem, após dois dias fechadas, as barracas de Ilhéus reabriram. Mas, a cada grito de "olha o arrastão", que ecoava nos corredores de 15 em 15 minutos, as portas baixavam. Os comerciantes acusam policiais à paisana de espalharem o medo. /D.Z.

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