Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Greves de ônibus no ABC e na CPTM serão mantidas nesta quinta-feira

Negociações ocorrem durante o dia, mas manhã deve continuar difícil com mais linhas paradas

Estadão.com.br,

01 de junho de 2011 | 19h31

SÃO PAULO - A greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continua nesta quinta-feira, 2, afetando todas as linhas do sistema. Os representantes do sindicatos não aprovaram a proposta de reajuste oferecida pela companhia e devem ser recebidos pelo secretário estadual dos Transportes, Jurandir Fernandes, às 9h, para discutir os rumos da paralisação.

 

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Os trabalhadores do Sindicato dos Rodoviários da Região do Grande ABC também decidiram manter a greve nesta quinta-feira. Amanhã está marcada uma audiência às 11h para outra rodada de negociações, além de uma assembleia que deve acontecer às 15h.

 

Durante a manhã e tarde desta quarta-feira, cerca de 370 mil passageiros foram afetados pela paralisação dos funcionários da CPTM nas linhas 12 - Safira (que liga o Brás, no centro de São Paulo, até Calmon Viana, em Poá, na Grande São Paulo) e 11 - Coral, inoperante entre a estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e Guaianazes, na zona leste da capital.

 

À noite, as linhas 8 - Diamante (que faz o trajeto entre as estações Júlio Prestes e Amador Bueno) e 9 - Esmeralda (que atende as estações Osasco, Presidente Altino e Grajaú) já estavam parcialmente paradas, e os funcionários das linhas 7 - Rubi (que vai de Francisco Morato a Jundiaí) e 10 - Turquesa (da estação Luz a Rio Grande da Serra) aderiram à greve.

 

Já no Grande ABC, das 19 permissionárias gerenciadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP), apenas quatro estavam com a operação normal e uma com operação parcial. O Corredor Metropolitano ABD está funcionando com 75% da frota. A EMTU calcula que, nas 7 cidades da região que foram afetadas pela paralisação, 200 mil passageiros estão sendo prejudicados.

 

À noite, a EMTU impetrou uma medida cautelar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para garantir a operação de 80% da frota das linhas intermunicipais que circulam no ABC. A aprovação da medida depende de decisão judicial.

 

Texto atualizado às 20h55.

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