Fabiana Caramez/Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba
Fabiana Caramez/Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba

Greve reduz número de ônibus nas ruas de Sorocaba

Trabalhadores estão em campanha salarial desde o início de junho e querem 6% de reajuste e participação nos lucros

Bibiana Borba e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2017 | 07h37
Atualizado 26 de junho de 2017 | 08h42

SÃO PAULO E SOROCABA - Assim como na última sexta-feira, 22, a circulação dos ônibus municipais é prejudicada em Sorocaba, no interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 26. A paralisação afeta cerca de 120 mil passageiros. Os trabalhadores em transportes rodoviários do município estão em campanha por reajuste salarial e benefícios.

Não houve acordo na última reunião com as duas empresas responsáveis pelo sistema, a Consor e a STU, mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Por determinação judicial em favor da prefeitura, o sindicato que representa os motoristas e cobradores da região deve colocar 70% da frota nas ruas nos horários de pico da manhã (entre 6 horas e 9 horas) e do final da tarde (das 17 horas às 20 horas), e 50% nos demais períodos do dia.

Foi fixada multa diária de R$ 120 mil ao Sindicato dos Condutores em caso de descumprimento. A direção do sindicato informou que a ordem judicial está sendo cumprida e que só retomou a greve por não ter sido procurada pelas empresas para a retomada das negociações salariais. A prefeitura informou que o salário base dos motoristas é de R$ 3.410.

A categoria reivindica reajuste de 6% nos salários, mais a reposição da inflação, e aumento no tíquete-refeição e na participação nos lucros. O sindicato patronal oferece 4% de reajuste apenas nos salários.

Já os funcionários dos ônibus intermunicipais fecharam acordo com as empresas na última semana e trabalham normalmente.

Não há previsão de nova tentativa de conciliação. As empresas vêm mantendo a proposta desde o início de junho, quando uma primeira paralisação afetou o transporte de Sorocaba. As empresas afirmam que a tarifa atual autorizada pela prefeitura não comporta o reajuste. Já o município alega a impossibilidade de aumentar o subsídio já aplicado às passagens de ônibus. 

Espera

Em um ponto da Avenida Três de Março, na zona leste da cidade, a doméstica Gilza Nascimento, de 34 anos, esperava o ônibus havia 40 minutos. "Nesse tempo já era para terem passado dois ônibus", reclamou.

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