Greve pode gerar problemas nesta 5ª feira nos aeroportos de SP e no DF

Madrugada foi tranquila em Cumbica; funcionários fazem assembleia às 7h30 em Guarulhos

Pedro da Rocha e Ricardo Valota, da Central de Notícias, e Mônica Cierelli, do Estado de S.Paulo,

20 de outubro de 2011 | 04h21

SÃO PAULO - Os passageiros poderão ter problemas nesta manhã de quinta-feira, 20, para embarcar e desembarcar em três aeroportos brasileiros. Desde a 0h, os funcionários da Infraero que trabalham nos aeroportos de Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas) e de Brasília estão em greve, que deve durar 48 horas, até a meia noite de sexta-feira, 21. A categoria protesta contra o modelo de privatização destes três aeroportos, que estão no cronograma do governo federal. A expectativa é que os leilões aconteçam até o início de 2012. Juntos, os aeroportos têm quase 3 mil funcionários.

 

Nesta madrugada de quinta-feira, o Sindicato dos Aeroportuários promovia, na área de serviços dos funcionários da Infraero, uma aglomeração, com carro de som, de cerca de 30 pessoas. Um grupo de 20 membros do Movimento dos Sem Terra (MST), que estaria apoiando a greve, dormia próximo do saguão da asa D. Cerca de 80% do efetivo dos funcionários da Infraero teriam aderido à paralisação em Guarulhos nesta madrugada. O balcão de informações da empresa estatal que administra o aeroporto estava vazio. Em razão do horário, as filas em frente aos balcões das empresas aéreas eram pequenas. O passageiro que esteve em Cumbica nesta madrugada praticamente não sentiu dificuldades para embarcar ou desembarcar. Está prevista para as 7h30 uma assembleia entre os funcionários do turno da madrugada e os do turno da manhã.

 

Francisco Lemos, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, afirmou que a greve serve para mostrar à população apenas um pouco da 'escuridão' em que estes três aeroportos ficariam caso o governo privatize os serviços em Guarulhos, Campinas e Brasília. Entre as 22 horas de quarta-feira, 19, e o início da madrugada de hoje, cinco voos haviam sido cancelados em Cumbica. Entre a 0h e 3h, apenas um. A Infraero não descarta eventuais problemas aos passageiros com a greve, mas ameniza os efeitos.

 

"Claro que vai haver transtornos. Mas estamos acostumados a operar em situações emergenciais", acalmou o diretor de Administração da estatal, José Eirado. Segundo ele, os voos e o fluxo de passageiros nos terminais estão assegurados pelo plano, que terá apoio também das companhias aéreas. Juntos, lembrou, os três aeroportos têm 2,8 mil empregados da Infraero e outros 10 mil trabalhadores ligados à iniciativa privada, que podem ser acionados para ajudar durante a paralisação. "Se for preciso, vamos apertar o cinto. Gente que hoje faz trabalho gerencial ou administrativo vai para a linha de frente trabalhar", disse.

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