Greve já atinge 10% das delegacias da capital, afirma sindicato

Apenas casos graves como flagrantes, assaltos, roubos, seqüestros e homicídios são atendidos em São Paulo

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

16 de setembro de 2008 | 10h22

Pelo menos 10% das delegacias da cidade de São Paulo estão com atendimento parcial, com 80% do efetivo trabalhando, por conta da greve da Polícia Civil, iniciada às 8 horas desta terça-feira, 16. A paralisação, por tempo indeterminado, atinge também 65% das delegacias do Interior, segundo João Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia.   Veja também:  STF só permite greve mínima     O movimento atinge delegados, investigadores, escrivães e peritos, e reivindica melhores condições de salário e de trabalho. Entre os pedidos da categoria estão uma reposição salarial de 60% dos últimos cinco anos, e incorporação das gratificações do governo ao salário, inclusive dos aposentados, segundo o presidente do sindicato. "Pedimos também melhores condições de trabalho para podermos atender melhor a população", conclui.   De acordo com o presidente do Sipesp, os policiais que já aderiram à paralisação estão seguindo orientação da cartilha da greve e estão atendendo apenas casos mais graves, como flagrantes, assaltos, roubos, seqüestros e homicídios. De acordo com Rebouças, casos como furtos e perdas de documentos estão sendo feitos pela internet. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que não tem um balanço do funcionamento das delegacias.

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