Greve do metrô afeta 3 milhões em SP

Acordo, que ainda depende de aprovação da categoria, pode encerrar a paralisação até meio-dia

Ricardo Valota e Oswaldo Faustino,

14 de junho de 2007 | 10h49

Numa reunião, encerrada às 2h30 da madrugada desta quinta-feira, 14, na sede do Centro de Controle Operacional da Companhia do Metropolitano Metrô de São Paulo, ficou decidido que a paralisação dos funcionários do Metrô, que começou à zero hora e se prolongaria por tempo indeterminado, deve terminar por volta das 11 horas. Participaram da decisão, que ainda terá de ser aprovada em assembléia pela categoria, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, a direção do Metrô e representantes do Sindicato dos Metroviários, entre eles o presidente, Flávio Godói. Segundo o secretário, o Governo do Estado aumentou a proposta de reajuste salarial para a categoria. Ao invés dos 3,37% para salários e benefícios, o secretário ofereceu 4,25% para salários e 3,09% para benefícios. Além disso, garantiu que analisará as outras reivindicações dos metroviários. A pauta de reivindicações possui uma lista de 98 itens, mas o número caiu para 20, o que permitiu um acordo entre as partes. Os 9,98% exigidos como aumento real no salário, segundo o secretário, está muito acima da inflação, o que ficaria inviável para o governo. Ainda segundo o secretário, a categoria não quis esperar pelo processo de negociação e deflagrou a greve. "Nós repudiamos este tipo de atitude. Eles (os metroviários) têm de entender que quando ocorre uma negociação desta há várias pastas envolvidas no caso, pois o caixa do governo é único e para se chegar num valor é preciso esperar por um processo de análise. Nossa preocupação era a de não aumentar a tarifa, senão a população é penalizada", afirmou Portella. O secretário pediu que o sindicato antecipe para às 9 horas a assembléia desta quinta-feira, que estava marcada para o período da tarde. Portella acredita que se a proposta convencer a categoria, o Metrô pode voltar a funcionar normalmente às 11 horas. Flávio Godói, presidente do Sindicato dos Metroviários, informou que, na melhor das hipóteses, consegue iniciar a assembléia por volta das 10 horas e que, em caso de aprovação da volta ao trabalho, o Metrô, segundo o sindicato, reiniciaria as operações ao meio dia. Esquema A greve vai prejudicar diretamente cerca de 3 milhões de pessoas em toda a capital paulista. O Plano de Apoio entre Empresas de transporte em Situação de Emergência (Paese) já foi acionado pelo Metrô. Segundo a empresa esta ação de emergência busca "minimizar os transtornos que serão causados aos usuários e à população em geral". Para isso, a São Paulo Transportes (SPTrans) desviará o destino de linhas de ônibus que fazem final nos terminais metroviários, fazendo-os seguirem até o centro da cidade ou outro ponto mais estratégico. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) participa do Paese montando esquema especial de trânsito. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deverá reforçar sua operação, especialmente na zona leste da capital. E a Polícia Militar deve aumentar o policiamento para evitar tumultos. A CET suspendeu o rodízio nesta quinta-feira. Carros de placas finais 7 e 8 podem circular normalmente das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. O estacionamento rotativo (Zona Azul) foi mantido para disponibilizar mais espaço nas ruas.

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