Greve deixa 90 mil pessoas sem ônibus na zona leste da capital

Funcionários temem desemprego após anúncio de mudança de garagem; assembleia será[br]realizada hoje

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2011 | 00h00

Uma greve de funcionários da empresa de ônibus Himalaia afetou aproximadamente 90 mil pessoas na região da zona leste da capital ontem. Os serviços ficaram suspensos ao longo de todo o dia, resultado em pontos lotados em determinadas áreas. Como as partes não chegaram a um acordo, é provável que a paralisação seja mantida hoje.

A greve teve início na tarde de segunda-feira, mas os reflexos maiores foram sentidos ontem. Cerca de 300 ônibus deixaram de circular, afetando a ligação para a região central a partir de bairros como São Mateus, Cidade Tiradentes e Vila Carrão - todos na zona leste e extremo leste da capital. O Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), da São Paulo Transportes, foi acionado ainda no início da manhã, destinando 65 ônibus para cobrir as áreas atingidas.

Segundo o coordenador de Comunicação do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Naílton Francisco de Souza, a paralisação começou por causa de um clima de incertezas por parte dos funcionários em relação ao futuro da empresa. A Garagem 2 da Himalaia (em Cidade Tiradentes) vai precisar mudar de espaço físico e com isso houve rumores de que a empresa poderia fechar e devolver as linhas sob sua responsabilidade para a Prefeitura - o que acarretaria em desemprego.

Empresa e funcionários se reuniram no início da tarde, mas não houve acordo. Os sindicatos patronal e dos funcionários chegaram a anunciar que a greve havia sido encerrada, mas os trabalhadores decidiram em assembleia manter a paralisação.

"A proposta não foi bem assimilada e por isso nós vamos entregar um jornal na madrugada de amanhã (hoje) explicando que os funcionários terão a garantia de que a empresa vai continuar operando e só vai mudar o endereço de uma garagem", completa Souza. Uma nova assembleia vai ser realizada às 4 horas de hoje, para decidir se as atividades serão retomadas.

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