Greve de ônibus em Jundiaí dura 8 dias

O Tribunal Regional do Trabalho considerou abusiva a paralisação e determinou o retorno imediato dois grevistas ao trabalho

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

22 Maio 2014 | 20h08

SOROCABA - Uma greve de funcionários paralisa há oito dias o transporte coletivo de Jundiaí, no interior de São Paulo. Em julgamento realizado na noite desta quinta-feira, 22, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas considerou abusiva a paralisação e determinou o retorno imediato dos grevistas ao trabalho. O sindicato dos trabalhadores, no entanto, informou que ainda vai se reunir com a categoria. Foi fixada multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.

A quinta-feira, 22, foi mais um dia sem transporte coletivo para quase toda a população da cidade. Durante o dia, os funcionários grevistas fizeram uma passeata pelas ruas do centro, deixando o trânsito caótico. Eles reivindicavam aumento salarial de 8%, vale refeição de R$ 13 e participação nos lucros de R$ 540.

Na quarta-feira, o motorista de uma das empresas de ônibus que operam o transporte municipal foi preso, acusado de quebrar os vidros de um coletivo usando um estilingue com bolinhas de gude. Dois dias antes, 35 ônibus tinham sido apedrejados em várias partes da cidade. A Guarda Municipal passou a dar proteção aos poucos ônibus em circulação.

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