Hélvio Romero/AE
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Greve de ônibus é suspensa após ameaça de multa de R$ 100 mil

Decisão determina que empresa coloque 90% da frota em operação; paralisação afetou 180 mil pessoas

, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2011 | 00h00

Os funcionários da Viação Himalaia, empresa de ônibus que atua na zona leste de São Paulo, anunciaram ontem que hoje voltariam a trabalhar normalmente, suspendendo a greve que começou na segunda-feira. O anúncio foi feito após o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinar que o sindicato seria multados em R$ 100 mil por dia se as linhas não funcionassem a partir de hoje em 90% da sua capacidade normal nos horários de pico, e em 60% nos demais horários.

A greve havia paralisado mais de 500 veículos, entre ônibus e trólebus, e afetava 180 mil pessoas, segundo a Prefeitura. A Himalaia atua entre São Mateus, Cidade Tiradentes e Vila Carrão, na zona leste, e a região central.

A Prefeitura havia colocado em prática uma operação emergencial destinando ônibus para as linhas afetadas, mas isso não impediu que os pontos lotassem nos últimos dias.

Segundo o coordenador de Comunicação do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, Naílton Francisco de Souza, os cerca de 2 mil funcionários da empresa pararam porque os funcionários não se sentem seguros quanto à manutenção de seus empregos.

Souza cita a recente alteração de nome da empresa, a mudança do endereço de uma das garagens e a transferência de parte do patrimônio para outra companhia.

Segundo a SPUrbanuss, sindicato que representa as viações, não haverá alteração nos contratos dos empregados. A entidade informou ainda que houve mudança na composição societária da Himalaia e que "os trabalhadores que se sentirem insatisfeitos com tais mudanças terão os seus contratos de trabalho rescindidos com o pagamento das verbas atinentes".

Empresa e funcionários se reúnem hoje no TRT para tentar um acordo.

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