Grella diz que militares que atiraram em manifestante eram preparados

O secretário da Segurança Pública afirmou ainda que a informação de que o estoquista foi baleado antes de mostrar o estilete vai ser apurada

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2014 | 20h18

CAMPINAS - O secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 30, que os policiais militares que dispararam contra o estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, durante o protesto "Não vai ter Copa", no sábado, em São Paulo, estavam em função operacional naquele dia.

Sem responder se os dois policiais cumpriam função administrativa e estavam escalados para atuar na rua naquele dia em escala extra, o secretário defendeu que eles são preparados. "O policial é policial independente da função que ele esteja ocupando em um determinado momento. O policial que está na rua pode ser convocado para uma função administrativa e um policial na função administrativa pode ser convocado para uma escala extra, para um policiamento ostensivo. Porque a formação é uma só, ele está preparado para ambas."

Grella afirmou ainda que vai ser apurada a informação do estoquista de que ele foi baleado antes de mostrar o estilete para os policiais. "Vai ser levada em consideração no inquérito. Essa e outras provas."

Defesa. O defensor público Carlos Weis, responsável pela defesa do estoquista Fabrício Chaves, de 22 anos, baleado por PMs durante o protesto "Não vai ter Copa" no sábado, protocolou nesta quinta-feira, 30, um documento no Distrito Policial da Consolação (4°DP) pedindo a anulação do depoimento colhido pela Polícia Civil na terça-feira, 28, na Santa Casa. Segundo o defensor, ele só teve acesso ao final do depoimento porque soube do procedimento pelo irmão da vítima que lhe enviou uma mensagem de texto para contar que os policiais estavam no quarto da Unidade de Tratamento Intensivo.

Além disso, Weis afirma que Chaves estava sob efeito de medicamentos a base de morfina e não tinha condições de prestar esclarecimentos para a Polícia.Segundo a Secretaria da Segurança da Pública de São Paulo (SSP), o depoimento foi colhido de forma legal.

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