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Grávida de oito meses morre esfaqueada na Vila Medeiros

Câmera de monitoramento mostra mulher atravessando a rua Mendes da Rocha, sendo perseguida por um homem que a derruba no chão e desfere diversas facadas no seu pescoço

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2020 | 19h19

SÃO PAULO - Suely Claudia Fernandez Argani, de 24 anos, grávida de oito meses, morreu na manhã de ontem, 21, após ser esfaqueada por seu ex-companheiro na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo. O homem fugiu do local e ainda não foi localizado pela polícia. 

As imagens de uma câmera de monitoramento mostram a mulher atravessando a rua Mendes da Rocha e depois sendo perseguida por um homem, que a derruba no chão. Na sequência, ele dá diversas facadas no pescoço da vítima e vai embora caminhando.

Segundo informações da Polícia Militar, as mortes da gestante e da criança foram constatadas no local. O caso foi registrado como feminicídio no 73º DP (Jaçanã), também na zona norte, que investiga o que teria motivado o crime. 

Feminicídios tiveram alta de 34% em São Paulo

No ano passado, o Estado teve 2.906 homicídios, o número mais baixo de assassinatos desde 2001, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública.  A taxa de feminicídios, no entanto, teve alta de 34% no período. A classificação de feminicídio ocorre quando o assassinato é cometido, por exemplo, em contexto de violência doméstica ou discriminação à condição de mulher. Essa classificação foi aplicada em 41% dos 444 casos de mortes de mulheres em 2019.

De 2015, a Lei do Feminicídio transformou esse tipo de homicídio em crime hediondo, com pena de 20 a 30 anos de reclusão. A punição ainda pode ser aumentada de 1/3 a 1/2 em determinados casos, como quando a vítima é gestante ou é portadora de alguma deficiência. 

 

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