Gratificações turbinam salários em até 120%

Nos últimos 30 anos, foram raros os prefeitos paulistanos que passaram pelo cargo e não aprovaram mudanças e benefícios para a carreira dos procuradores municipais.

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

07 de agosto de 2011 | 00h00

Bônus por regime de dedicação exclusiva e adicionais por tempo de serviço e horas extras para "serviços extraordinários" estão entre os benefícios recebidos pelos procuradores e acumulados ao longo das carreiras.

Várias dessas benesses são cobranças normais para a maioria dos trabalhadores assalariados brasileiros. Há, por exemplo, gratificação para quem trabalha 40 horas semanais ou simplesmente por ter curso superior, o que já é exigido nos concursos da carreira. Só essa última significa 12,5% a mais no salário do fim do mês.

Outras vantagens existem sem qualquer justificativa especial para isso, como o "adicional de função". Também instituído na década de 1980, essa gratificação pode aumentar o salário do procurador em até 120%.

Tudo isso sem contar os honorários que, desde 1983, são multiplicados por três antes de serem repartidos entre os procuradores - nesse caso, até os servidores afastados recebem a benesse extra. Os recursos para isso são cobertos pelo próprio Tesouro Municipal.

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