Grandes mistérios do último capítulo

Não é a 1ª vez que o Brasil para ver o final de uma novela. Quem não se lembra de Odete Roitman?

ROSE SACONI, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2012 | 03h03

Não é de hoje que final de novela vira assunto nacional. Quem não se lembra do "quem matou Odete Roitman?". A dúvida, que virou bordão, pertence à novela Vale Tudo, de Gilberto Braga, exibida em 1988. O mistério do assassino da personagem de Beatriz Segall durou 13 dias. Só foi revelado na véspera de Natal.

O mistério fez tanto sucesso que a audiência teve 86 pontos, com pico de 94. Gilberto Braga optou por levar ao ar a versão em que Odete Roitman é morta por Leila (Cássia Kiss), que pensava estar atirando em Maria de Fátima (Glória Pires), amante de seu marido, Marco Aurélio (Reginaldo Faria), ex-genro de Odete.

Dois anos antes, o Estado noticiava "o fim da febre Roque Santeiro", no dia do último capítulo da novela de Dias Gomes. Satirizando a política da época, a novela alcançou índice recorde de audiência, com 95 a 99 pontos no Ibope. A aposta era para acertar com quem ficaria a viúva Porcina (Regina Duarte): Sinhozinho Malta (Lima Duarte), ou Roque (José Wilker). Sinhozinho foi o escolhido.

A Próxima Vítima, de Silvio de Abreu, também mexeu com noveleiros de todo o Brasil em 1995, na noite em que foi revelado o misterioso assassino de dez personagens. Para surpresa de muitos, era Adalberto (Cecil Thiré).

Em 1978, o Brasil parou para acompanhar o final de O Astro. Muita gente participou de bolão para responder "quem matou Salomão Hayala?" Ganhou quem apostou em Felipe Cerqueira (Edwin Luisi), amante de Clô (Tereza Rachel).

Outro final marcante foi a morte em 1976 do taxista Carlão (Francisco Cuoco), de Pecado Capital, novela de Janete Clair.

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