Grande aborrecimento

Em abril, inscrevi-me no programa Microempreendedor Individual do governo federal, para poder emitir notas fiscais para meus clientes. Foi fácil fazê-lo, recebi os números do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e de identificação do registro da empresa na Junta Comercial (Nire). Mas, no site da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), ao colocar os números recebidos, aparece a mensagem: N.I.R.E. inválido para U.F. = undefined. Entrei em contato com os escritórios contábeis sugeridos no site e com o Atende Fácil em São Caetano, porém, ninguém sabe dizer qual é o problema. Liguei ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e soube que todo o lote de Nires iniciados pelo número 358 está com problemas com a Receita Federal e que não há previsão de normalização. Minha dúvida é se devo ou não pagar as taxas cobradas. Não posso cancelar minha inscrição porque preciso do número do Nire para fazê-lo, como também não posso fazer outra inscrição, pois só é permitido um cadastro por CPF.

, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2010 | 00h00

SILVIO TOBIAS / SÃO CAETANO DO SUL

A Jucesp não respondeu.

O leitor comenta: O problema persiste. No Sebrae, fui instruído a pagar a taxa para evitar multas ou o cancelamento da inscrição. Nos cartório, disseram que o cancelamento não ocorre mesmo se se passarem meses, e o cidadão fica impossibilitado de fazer outra inscrição porque seu CPF continua ativo na Receita Federal. Tive dificuldades de fazer a inscrição municipal pela falta do Nire. Mas alertaram que "um dia" serei notificado para pagar outra taxa para regularizar a situação com a Jucesp.

TERRENOS ABANDONADOS

Projeto inconsistente

Há algum projeto do governo estadual ou da Prefeitura para os terrenos do Instituto de Pagamentos Especiais de São Paulo (Ipesp) das Palmas do Tremembé? Pois há cerca de 11 terrenos enormes prontos para invasão ou construção de prédios públicos. Entra governo, sai governo e os terrenos continuam lá, abandonados, sendo usados como depósito de lixo.

MILTON DE ABREU CAVALCANTE / SÃO PAULO

A Secretaria da Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

Elke Mendonça, da Comunicação SPPrev, informa que todos os esforços para manter os terrenos do Ipesp limpos e desocupados estão sendo feitos. Explica que há projetos do governo do Estado que disponibilizaram esses terrenos à venda no mercado.

O leitor lamenta: Até a presente a data não recebi nenhuma resposta da Prefeitura nem do governo estadual. O problema persiste e estão jogando muito lixo no local. Também já construíram dois barracos em um dos terrenos.

POLÍCIA MILITAR

Escolta para torcidas

Num dia de jogo no Estádio do Pacaembu, fim de tarde, fui levar minha cunhada à Estação de Metrô Barra Funda para ela pegar ônibus para Botucatu. Saí do bairro de Higienópolis e, sabendo do jogo, decidi atravessar a Avenida Pacaembu pela Rua Dr. Cândido Espinheira, que fica mais afastada do estádio. Imaginava que assim evitaria a lentidão provocada pela saída do estádio. Ledo engano. Esperando o semáforo abrir para atravessar a avenida, vejo um batedor da Polícia Militar parar sua moto sobre a faixa de pedestres e conter os carros que vinham pela Cândido Espinheira. Imaginei que um dos dois times estivesse saindo do estádio e que passaria de ônibus por aquele cruzamento em poucos instantes. Quinze minutos e 4 mudanças de semáforo depois, impossibilitado de prosseguir, ao som de muitas buzinas de diversos motoristas irritados, passam, escoltados pela polícia, 4 ônibus da torcida organizada do Santos. Fiquei indignado! A polícia dá proteção a quadrilhas organizadas sob o emblema de grandes times de futebol, enquanto famílias saem do estádio andando pelas ruas escuras rumo ao metrô!

FELIPE DVORAK / SÃO PAULO

A Polícia Militar esclarece que a realização de escolta aos ônibus de torcidas uniformizadas em dias de jogos de futebol se faz necessário, pois as experiências anteriores demonstraram isso. Diz que o objetivo é garantir a segurança dos torcedores e de toda a população. Discorda que a escolta à torcida do Santos Futebol Clube, na final do campeonato paulista, estava mal planejada, diz que prova disso é que não houve incidentes, como brigas, danos ou depredações. Solicita a toda a população que venha a ter conhecimento

sobre a ocorrência de crimes como homicídio e danos a propriedade pública para que atue com cidadania e denuncie os criminosos pelos telefones 190 e 181, auxiliando a polícia e a sociedade.

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