Governo vai licitar mais 1,5 mil km de estradas em SP

Concessionárias deverão investir R$ 9 bi; vencerá a concessão a empresa que oferecer menor pedágio

14 de janeiro de 2008 | 14h42

O Governo de São Paulo apresentou nesta segunda-feira, 14, os detalhes da nova fase do Programa de Concessões de Rodovias. Serão concedidos cinco novos lotes, que somam 1.500 quilômetros. As concessionárias deverão investir R$ 9 bilhões nas rodovias Dom Pedro I, Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Marechal Rondon e Raposo Tavares.  Devem realizar também a manutenção de estradas vicinais interligadas a esses corredores viários. O modelo prevê ainda que todas vão desembolsar um valor de outorga fixo, num total de R$ 2,1 bilhões. O valor dos pedágios será definido com base no preço máximo de R$ 0,10 por quilômetros, tarifa quilométrica atualmente em vigor no Estado de São Paulo. Vencerá a concessão a empresa que oferecer o menor preço, abaixo desse limite. Do total de investimentos, 7,9 bilhões serão aplicados diretamente pelas empresas em um relevante conjunto de obras para essas rodovias. Ao todo, serão duplicados ou implantados novos 382 quilômetros de rodovia. Também serão construídos 153 quilômetros de marginais, 382 quilômetros de acostamentos, mais 55 passarelas e 221 novos trevos e retornos. Além disso, R$ 1,1 bilhão serão destinados à manutenção de aproximadamente 1000 quilômetros de estradas vicinais. Essa é uma novidade do novo programa de concessões. As concessionárias deverão realizar a manutenção de estradas vicinais que servem essas rodovias. Uma outra característica do modelo paulista é a obrigação das empresas vencedoras pagarem uma outorga ao governo pelo direito de operar as rodovias. Com isso, o Estado deve arrecadar R$ 2,1 bilhões, que serão aplicados nas estradas paulistas sem viabilidade econômica para concessão.

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