Governo vai investir R$ 1,1 bi na construção de presídios

Programa que será anunciado hoje pelo ministro da Justiça prevê zerar o déficit de 17 mil vagas para mulheres

VERA ROSA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2011 | 03h00

Com a estratégia de divulgar várias ações de impacto para virar a página da crise política, o governo lança hoje o Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional, orçado em R$ 1,1 bilhão para os próximos três anos, que prevê criar 42,5 mil vagas em penitenciárias e cadeias públicas.

Depois do mal-estar com o Judiciário, motivado pela falta de reajustes salariais para a categoria, o plano será apresentado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo. A meta é zerar o déficit de 17 mil vagas para mulheres nas penitenciárias e transferir presos provisórios que superlotam as delegacias para cadeias públicas.

"Será um dos programas mais ousados que já se fez em melhoria do sistema prisional do País", disse Cardozo. "Vamos construir e ampliar vagas em acordo com os Estados." Durante o evento, serão também assinados decretos sobre monitoração eletrônica de presos e educação no sistema prisional.

Crack. Já na terça-feira, dia 29, a presidente Dilma Rousseff anunciará em grande estilo, no Palácio do Planalto, o Plano Nacional Contra as Drogas. Conhecido no governo como plano de combate ao crack, o projeto prevê convênios com comunidades terapêuticas e clínicas para tratamento de viciados, programas de reinserção social e indica Estados-piloto que receberão o novo Sistema Nacional de Estatística de Segurança Pública e Justiça Criminal (Sinesp).

No 7.º Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, no sábado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, adiantou que o governo federal estuda um conjunto de ações envolvendo vários ministérios, incluindo Saúde e Educação. "A presidente Dilma, a ministra-chefe da Casa Civil (Gleisi Hoffmann) e o ministro da Justiça (José Eduardo Cardozo) têm coordenado o detalhamento desse plano", discursou.

O plano deve dar ênfase aos consultórios móveis - também chamados de consultórios de rua - especializados no primeiro atendimento aos usuários de drogas. "Os profissionais vão para as ruas, sobretudo onde tem as cracolândias ou cenas de uso, para fazer uma busca ativa e ajudar essas pessoas."

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