Governo Serra vai instalar 11 mil câmeras em escolas do Estado

Plano é começar em agosto com a instalação das câmeras de segurança em 2,2 mil escolas, diz Paulo Renato

Carolina Freitas, Agência Estado,

26 Maio 2009 | 18h02

Após dois episódios de quebra-quebra em escolas estaduais de São Paulo em um período de seis meses, a Secretaria da Educação do Estado vai anunciar nesta sexta-feira, 29, um plano de combate à violência nas unidades da rede pública. O programa prevê a instalação de câmeras nas escolas - serão 11 mil aparelhos em 2,2 mil unidades -, a distribuição de manuais de segurança e a criação de um sistema online de registros de ocorrências. A Secretaria da Educação passará a contar ainda com a assessoria de um oficial da Polícia Militar (PM). Ele funcionará como uma ligação com a secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

 

As informações são do secretário da Educação, Paulo Renato Souza. Ele fez a declaração após participar de evento de assinatura de convênios para a abertura de nove mil vagas no ensino técnico estadual, em cerimônia realizada numa escola estadual na zona sul da capital paulista. Segundo Paulo Renato, o plano é começar em agosto com a instalação das câmeras de segurança nas unidades de ensino. A secretaria está finalizando a licitação para adquirir os equipamentos e contratar uma empresa de monitoramento.

 

A partir do anúncio do plano de segurança, as escolas receberão dois livretos, um detalhando as normas de conduta para professores, funcionários e alunos e outro com orientações aos diretores sobre como proceder em caso de emergência. Paulo Renato também informou que será criado, no site de internet da Secretaria da Educação, um espaço para que os diretores de escolas registrem ocorrências, desde agressões entre alunos até tráfico de drogas. O site terá ainda um canal para denúncias anônimas.

 

A ideia de um plano de combate à violência no ambiente escolar voltou a ganhar força no governo Serra depois da ocorrência de dois incidentes de quebra-quebra em unidades de ensino na cidade. O primeiro deles ganhou destaque em novembro, quando uma briga generalizada entre alunos da Escola Estadual Amadeu Amaral, no Belém, zona leste, terminou com uma jovem ferida e o prédio depredado. Estudantes jogaram carteiras pelas janelas, quebraram vidros e arrombaram portas. Para fugir da confusão, professores se trancaram em uma sala. A desordem só teve fim com a chegada da Polícia Militar.

 

O segundo se deu no último dia 14, quando houve quebra-quebra na Escola Estadual Professor Antônio Firmino de Proença, na Mooca, zona leste da capital. Os jovens que provocaram a confusão seriam traficantes de drogas, segundo afirmou na época Paulo Renato, e teriam entrado no prédio sem autorização da direção da escola. O governador do Estado, José Serra (PSDB), concluiu o ensino médio nessa instituição de ensino.

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