Governo quer criar 308 consultórios de rua para cuidar de dependentes

Profissionais atuarão no processo de internação; 'É fundamental ter esse mecanismo para situações de risco de vida', diz ministro

RAFAEL MORAES MOURA , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2011 | 03h06

Internações involuntárias de usuários, monitoramento de cracolândias e ampliação do horário de funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas, que vão passar a atender 24 horas por dia. Essas são algumas das principais medidas do pacote de ações contra crack e outras drogas, anunciado ontem pela presidente Dilma Rousseff em cerimônia no Palácio do Planalto. O investimento total é de R$ 4 bilhões até 2014.

O governo pretende implementar 308 consultórios de rua nas regiões com maior consumo de crack, que funcionarão como equipes móveis de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem responsáveis pelo atendimento da população - e devem atuar nas internações. Só com esses consultórios deverão ser gastos R$ 152,4 milhões. Esse profissionais atuarão no processo de internação.

"Temos diretrizes claras da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, do próprio Estatuto da Criança e do Adolescente, que orientam os procedimentos para internação involuntária. É fundamental ter esse mecanismo para situações de risco de vida, como medida de proteção à vida", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Para o ministro, o cenário do crack no País já configura uma "epidemia".

O objetivo do governo é implementar os consultórios de rua em municípios com mais de 100 mil habitantes. De acordo com Padilha, a atuação de uma equipe médica permitirá uma avaliação apurada do quadro de cada pessoa e o direcionamento do usuário a tratamento adequado. Atualmente há 92 consultórios de rua em atividade no País, segundo o ministério.

"Precisamos ter tipos de atendimento diferentes para realidades diferentes e rumo claro em relação a parcerias com Estados e municípios e todas entidades que queiram contribuir para o acolhimento e cuidado às pessoas com situação de dependência, desde que sigam regras de dignidade humana, direitos humanos, que serão acompanhadas pelo ministério."

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