Governo pode vincular construções de trechos do Rodoanel

Operação pode ser adotada para trecho Sul obrigando vencedor da licitação a construir, também, trecho Leste

Elizabeth Lopes e Beth Moreira, da Agência Estado,

11 de março de 2008 | 18h29

O governo do Estado de São Paulo poderá adotar um tipo de operação para o trecho Sul do Rodoanel que obrigue o vencedor da licitação a construir o trecho Leste desta obra. Após o anúncio do consórcio vencedor da licitação do trecho Oeste, na manhã desta terça-feira, 11, na Capital, o secretário estadual de Transportes, Mauro Arce, não descartou a cobrança de pedágio no trecho Sul e salientou que o vencedor da licitação poderá assumir o compromisso de construir o trecho Leste. "Pode ser uma operação do tipo porteira fechada, quem ganhar um (trecho), leva outro", emendou. O secretário disse também que as obras do trecho Leste do Rodoanel devem ser iniciadas nesta gestão do governador José Serra (PSDB). "Se tudo correr bem, podemos começar as obras no final de 2009", previu. Na avaliação do secretário, o leilão do trecho Oeste, que foi vencido pelo consórcio Integração Oeste em razão do oferecimento da menor tarifa de pedágio - R$ 1,1684 - vai permitir o equacionamento dos recursos necessários para as obras do trecho Sul do Rodoanel Mario Covas. Ao citar a possibilidade de cobrança de pedágio do trecho Sul desta obra, que poderá ser feito na mesma modelagem da concessão do trecho Oeste, com fixação de outorga de R$ 2 bilhões nos dois primeiros anos de contrato, o secretário de Transportes de São Paulo disse também que as essas obras devem ser entregues até abril de 2010. O prazo de abril de 2010 coincide com o limite máximo previsto na legislação eleitoral para o governador Serra se desincompatibilizar do cargo e concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trecho Sul De acordo com o governo do Estado, o trecho Sul do Rodoanel terá 61,4 quilômetros de extensão e deverá consumir R$ 3,6 bilhões. As obras deste trecho foram iniciadas oficialmente em maio do ano passado e depois de concluídas devem marcar o início de uma nova logística no transporte do Estado, pois irá facilitar o transporte e o escoamento de cargas para o Porto de Santos. Essa via ligará o trecho oeste do Rodoanel, na rodovia Régis Bittencourt, ao sistema Anchieta-Imigrantes, que leva à Baixada Santista e ao Porto de Santos. Além disso, inclui um prolongamento até a Avenida Papa João XXIII, em Mauá. No custo de R$ 3,6 bilhões, R$ 2,58 bilhões são referentes às obras físicas e o restante deverá ser destinado a desapropriações, reassentamentos e compensações ambientais. Em razão do trecho Sul do Rodoanel ter um traçado que se inicia em Mauá e termina na ligação com o trecho Oeste, já na Rodovia Régis Bittencourt, passando por Santo André, São Bernardo, São Paulo, Itapecerica da Serra e Embu, a perspectiva do governo de São Paulo é que a obra contribua muito para desafogar o caótico trânsito da cidade de São Paulo. Isso porque os caminhões que usualmente transitam pelas marginais do Tietê e do Pinheiros deverão trafegar pelo Rodoanel.

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