Governo não sabe o custo total do programa

Advocacia-Geral da União (AGU) já prepara os argumentos de defesa para as prováveis contestações judiciais

Lígia Formenti, Ricardo Della Coletta, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2013 | 02h07

Pressionado pelas manifestações da rua, o governo terminou a toque de caixa o pacote para a saúde, lançado anteontem. Ainda não está contabilizada, por exemplo, a verba necessária para colocar em prática os três eixos do programa: a extensão de Medicina para 8 anos, o recrutamento de médicos estrangeiros e a ampliação de vagas de graduação e residência.

O ciclo suplementar será custeado pelo governo, que pagará para instituições privadas um valor pelos serviços de supervisão do aluno. O secretário de Educação Superior, Paulo Speller, afirmou não haver previsão dos recursos necessários, mas argumentou que o impacto será sentido apenas em 2021, ano de estreia do ciclo suplementar. Só no Ministério da Saúde, a expectativa é de gastar R$ 45,7 bilhões até 2020.

Em meio às indefinições, uma coisa já está clara: a necessidade de o governo ter uma estratégia para ser colocada em prática na Justiça. O governo não tem dúvida de que entidades médicas vão ingressar com ações judiciais contra a proposta. Ontem, uma reunião na Advocacia-Geral da União estava programada para identificar os possíveis argumentos de defesa.

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