Governo muda chefe do Departamento de Homicídios

Elizabete Sato é a mais cotada para dirigir o DHPP, no lugar de Jorge Carlos Carrasco

William Cardoso, O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2013 | 11h25

O delegado Jorge Carlos Carrasco foi informado na segunda-feira, 7, pela cúpula da Polícia Civil de São Paulo que deixará o cargo de diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Elisabete Ferreira Sato, que atualmente responde pela 5.ª Delegacia Seccional (Leste), deverá assumir a diretoria do departamento ainda nesta semana.

Carrasco tornou-se diretor do DHPP em março de 2011, substituindo Marco Antonio Desgualdo. Durante sua gestão, o departamento passou a investigar as mortes provocadas por policiais em serviço - caracterizadas como resistência seguida de morte. A mudança aconteceu em abril de 2011, depois de o Estado mostrar que uma testemunha narrou em tempo real, para o 190, a execução de um suspeito por policiais militares em um cemitério em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.

Foi também durante a gestão de Carrasco, em outubro de 2011, que o DHPP passou a investigar os latrocínios (roubos seguidos de morte). Segundo delegados ouvidos pelo Estado, o acúmulo de funções nos últimos anos provocou sobrecarga no departamento. O índice de esclarecimento de homicídios pelo DHPP ficou em torno de 40% em 2012 - o ideal é acima de 60%, de acordo com especialistas.

Com a queda do ex-secretário da Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto e a saída de Marcos Carneiro Lima da Delegacia-Geral da Polícia Civil, a troca de comando no DHPP já era esperada - trata-se de um cargo de confiança da cúpula da polícia, comandada desde novembro por Fernando Grella Vieira.

Escolha. A delegada Elisabete Ferreira Sato, que deverá assumir o cargo, iniciou a carreira na Polícia Civil em 1976, como escriturária no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A primeira passagem dela pelo DHPP foi como delegada, entre 1992 e 1997. Ela também trabalhou como titular do 78.º DP (Jardins). Sato foi a responsável por conduzir o inquérito sobre a morte do então prefeito de Santo André, Celso Daniel.

O rápido esclarecimento de homicídios e chacinas ocorridas nos bairros da periferia desde a metade do ano passado está entre as obrigações da nova diretoria do departamento.

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