Governo instaura processo para apurar racismo em restaurante de SP

Criança etíope teria sido confundida com um pedinte por um funcionário do local

estadão.com.br,

06 de janeiro de 2012 | 14h20

SÃO PAULO - A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania instaurou processo para apurar discriminação racial sofrida por um garoto negro de 6 anos retirado de um restaurante, na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. A criança etíope teria sido confundida com um pedinte por um funcionário do local.

O coordenador de Políticas para População Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça, Antonio Carlos Arruda, anunciou a instauração do processo na última quarta-feira, 4. "Se apurada a discriminação, o estabelecimento poderá ser multado", explicou o responsável pela instauração do processo administrativo baseado na Lei Estadual 14.187/2010, que pune atos discriminatórios por motivo de raça e cor no Estado.

O caso aconteceu no dia 30 de dezembro, antevéspera de Réveillon. Familiares da criança disseram à polícia que ela teria sido colocada para fora por um dos funcionários do restaurante.

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