Governo implanta Parque Tizo para preservação ambiental em São Paulo

Área de 1,3 milhão de m² deve ser entregue à população em 18 meses após investimento de R$ 34 milhões

Camila Brunelli, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2012 | 21h40

SÃO PAULO - Foi implantado na manhã desta sexta-feira, 24, o Parque Urbano de Conservação Ambiental e Lazer da Fazenda Tizo (Terras Institucionais da Zona Oeste). Com uma área verde de 1,3 milhão m² de remanescentes da Mata Atlântica, o parque está localizado na confluência entre as cidades de São Paulo, Osasco e Cotia, além de muito próximo a Embu e Taboão da Serra, cidade com maior densidade populacional das 39 pertencentes à Região Metropolitana.

"É importante ter área verde para uso comum da população", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O parque é voltado à preservação da floresta, pesquisa, sustentabilidade e educação ambiental.

A área foi adquirida pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) junto à Caixa Econômica Federal em 2001. Entretanto, sentença judicial de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público determinou que a CDHU promovesse a desocupação e recuperação ambiental de toda a área descrita na petição original, que antecedia o decreto de criação do Parque.

Em 2011, 116 famílias foram removidas do núcleo e transferidas para o Conjunto Cotia F (Veredas de Cotia), na região metropolitana de São Paulo. Atualmente, ainda há pouco mais de 300 famílias na porção mais alta da área, mas fora do perímetro oficial do parque.

Depois das obras concluídas, a área será transferida à Secretaria do Meio Ambiente (SMA), que vai administrar o parque. O prazo para entrega do equipamento à população é de 18 meses. "Mas antes disso vocês vão ver muito trabalho", ressalvou o governador.

Verba. O investimento total será de R$ 34 milhões - o governo do Estado, no entanto, já investiu R$ 6,1 milhões para preservação da área, construção de grades e muros de cercamento, contratação de levantamentos topográficos e projetos executivos, aquisição de equipamentos e capacitação de vigilantes pela Polícia Ambiental.

Outros R$ 28 milhões virão da SMA e serão repassados à CDHU, a responsável pelas licitações para execução de obras de terraplanagem, implantação de redes de água e energia, 3000 m² de passarelas suspensas em madeira de reflorestamento, mirante, portarias, centro de educação ambiental parque infantil, anfiteatro ao ar livre, viveiro com área de produção de mudas, estacionamento e Praça do Encontro.

O projeto pretende causar o menor impacto possível. Segundo o governo do Estado, só serão construídas instalações nas áreas já alteradas. Dez mil mudas de espécies nativas foram plantadas . O projeto prevê o plantio de outras duas mil, que terão manutenção por dois anos provenientes da TCRA (Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental) de obras do trecho oeste do Rodoanel.

Para o secretário de Estado do Verde e Meio Ambiente, Bruno Covas, a maior importância desse parque é a sua vocação metropolitana , tendo em vista que está em área de três municípios. "Estamos discutindo com a Secretaria de Transportes sobre a possibilidade de um acesso pelo rodoanel, o que o deixaria ainda mais metropolitano", disse Covas. "Hoje ele é uma área de preservação que está cercada, e agora nós vamos abrir essa área para a população."

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