Tiago Queiroz/Estadão
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Governo Doria quer aplicativo para vender 'passaporte' dos museus de SP

Plataforma deve permitir que o visitante tenha acesso a todos equipamentos do centro da cidade com desconto nos ingressos; com reinauguração prevista para junho de 2020, Museu da Língua Portuguesa deve fazer parte do circuito

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2019 | 11h00
Atualizado 17 de dezembro de 2019 | 22h14

SÃO PAULO -  A gestão João Doria  (PSDB) pretende lançar em 2021 o “passaporte dos museus” de São Paulo, para que o visitante possa acessar todos os equipamentos do centro da cidade com desconto nos ingressos. O plano é que as vendas ocorram por meio de um aplicativo e o usuário também receba benefícios na medida em que for fazendo as visitas.

Com reinauguração prevista para junho de 2020, o Museu da Língua Portuguesa deve fazer parte do circuito. Nesta segunda-feira, 16, as obras no museu, que pegou fogo há quatro anos, foram finalizadas. Hoje, a gestão Doria estima cobrar o valor médio de R$ 20 pela entrada no Museu da Língua Portuguesa. Na região, estão localizados outros equipamentos, como a Pinacoteca e a Sala São Paulo, que também devem ser incluídas no passaporte.

“Estamos estimulando a integração entre todos os nossos museus e espaços culturais que ficam nessa área da cidade: Luz, Tiradentes, Centro”, disse o secretário estadual de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.

Atualmente, o valor do ingresso dos espaços culturais varia. Enquanto a Pinacoteca cobra R$ 10 (inteira), por exemplo, a entrada no Museu de Arte Sacra custa R$ 6 (inteira) e o Memorial da Resistência é gratuito. “Já é um preço bastante em conta, mas terá um desconto e vamos estimular o público para que frequente todos esses equipamentos”, afirmou Sá Leitão.

A plataforma do “passaporte” já estaria em fase de desenvolvimento, segundo o secretário. “A gente está estudando é a melhor maneira de fazer, de maneira tecnológica. É um aplicativo, até para poder marcar a hora da visita, não ser uma coisa de papel”, disse. “É bom também que você pode ‘gameficar’: se a pessoa fizer check-in em vários locais, ganha um tipo de bônus”, diz o secretário. 

De acordo com Sá Leitão, inicialmente o projeto funcionaria com espaços do governo do Estado. A ideia, no entanto, seria ampliá-lo com equipamentos municipais ou até mesmo privados.

Experiências. O sistema de ingressos conjunto já é praticado em diversos lugares do mundo. Em Nova York, nos Estados Unidos, um pacote com seis atrações, incluindo a Empire State e o Museu de História Natural, por exemplo, custa cerca de US$ 130 (R$ 528, na cotação atual). Cidades como Toronto, no Canadá, Barcelona, na Espanha, e Amsterdã, na Holanda, também oferecem o serviço.

São Paulo já teve experiências pontuais com passaportes desse tipo, mas sem pagamento. No ano passado, no aniversário da cidade, foram distribuídas cadernetas com informações sobre as atrações. A cada espaço visitado, ganhava-se um carimbo. O desafio era conquistar todos os carimbos. O visitante também podia personalizar seu passaporte com foto. No aniversário da cidade do Rio, também foram distribuídos passaportes para incentivar a visitação a museus. 

 

Doria promete acesso da CPTM à Sala São Paulo

Ao anunciar o fim das obras de recuperação do Museu da Língua Portuguesa na segunda-feira, Doria prometeu, também para 2021, construir um acesso direto entre a Sala São Paulo e a Estação da Luz, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Hoje, uma das queixas mais comuns dos frequentadores é de que o espaço fica em meio à cracolândia, como é conhecida a concentração de usuários de drogas no centro da capital.

“É uma reivindicação antiga dos curadores e usuários da Sala São Paulo”, disse o governador. Segundo Doria, a conexão deve deixar o trajeto mais “rápido” e “seguro”. “Você não precisará ir à rua, vem por dentro dessa ligação.”

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