Governo do Estado anuncia medidas para evitar entrada da gripe aviária durante a Copa

Brasil nunca registrou casos da doença em animais nem em humanos, mas ficará em alerta por causa do aumento do fluxo de turistas

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2014 | 18h53

A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo fez um alerta nesta terça-feira, 10, sobre a possibilidade da entrada do vírus da gripe aviária no Brasil com a chegada de turistas estrangeiros para a Copa do Mundo.

Maior exportador de carne de frango do mundo, o País nunca registrou a ocorrência do vírus, mas irá intensificar a fiscalização e a orientação aos criadores para evitar o problema durante o mundial.

"Embora seja um vírus bastante letal para o humano, não são comuns casos de transmissão de aves para pessoas porque é preciso que haja contato direto com fezes e secreções do animal doente. O maior risco é para as aves, o que geraria um grande problema sanitário e econômico para o Brasil", explica Fernando Gomes Buchala, médico veterinário da Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura.

Os turistas podem passar a doença para as aves brasileiras mesmo sem estarem infectados, por meio de sapatos sujos de fezes de animais doentes, por exemplo. Por isso, a orientação é que os turistas não visitem fazendas e granjas e evitem contato direto com animais em parques urbanos e hotéis fazenda. Há casos de gripe aviária no México e em países da Ásia, como Japão, China e Coreia da Norte.

A secretaria intensificou a fiscalização em portos e aeroportos para evitar a entrada de materiais de risco em posse dos passageiros e iniciou campanhas educativas aos viajantes sobre a propagação da doença.

A gripe aviária ataca os sistemas respiratório e digestivo das aves e leva à morte em pouco tempo. Em humanos, ela também atinge sistemas vitais e tem uma taxa de letalidade de 50%.

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