Governo de SP prevê orçamento 9% maior para o Estado em 2014

Governador Geraldo Alckmin encaminhou à Assembleia nessa segunda-feira proposta orçamentária de R$ 188,8 bilhões para o ano que vem; previsão para este ano é de R$ 173,4 bilhões

Fábio Leite, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2013 | 08h41

Atualizado às 9h49

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) encaminhou no fim da noite de segunda-feira, 30, à Assembleia Legislativa de São Paulo uma proposta orçamentária de R$ 188,8 bilhões para 2014, crescimento de 9% em relação as receitas e despesas previstas para este ano: R$ 173,4 bilhões.

O porcentual é bem inferior ao projetado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) para o orçamento da capital paulista em 2014. Graças a repasses do governo Dilma Rousseff (PT), o petista projetou uma receita 20,7% maior do que a deste ano: R$ 50,7 bilhões no ano que vem, ante R$ 42 bilhões em 2013.

"A arrecadação estimada para o próximo ano, adequada para sancionar os gastos exigidos no exercício, está baseada em projeções mais atualizadas para as principais variáveis macroeconômicas que consideram as relevantes modificações experimentadas nos planos nacional e internacional", afirma Alckmin na mensagem enviada à Assembleia.

O governo tucano deve detalhar apenas hoje quais são as prioridades do orçamento do Estado no último ano da gestão de Alckmin, que deve disputar a reeleição em outubro de 2014. Na mensagem do governador, ele destaca as obras do Estado por meio das Parcerias Público-Privada (PPPs), como três linhas de metrô, o trem de Guarulhos, o VLT da Baixada Santista, a duplicação da rodovia dos Tamoios, a construção de 20.221 unidades habitacionais, de três novos hospitais e três presídios.

O projeto orçamentário passará por 21 audiências públicas antes de ser votado pelos deputados estaduais até o fim do ano. A primeira audiência ocorrerá já nesta quinta-feira, às 18h, na Câmara Municipal de Assis, no interior do Estado. Além dos parlamentares, os cidadãos paulistas também poderão apresentar emendas ao orçamento de 2014 por meio do site da Assembleia para serem incluídas no projeto por um dos 94 deputados.

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