Governo de SP muda sistema de metas para pagar bônus a policiais

No sábado, Estado retirou crimes de roubo em geral de fórmula que compõe índice de metas a agentes de segurança pública

O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2014 | 21h19

SÃO PAULO - O governo do Estado mudou o sistema de metas para pagamento de bônus a policiais. A informação foi publicada nesta terça-feira, 9, no jornal Folha de S.Paulo. Foram excluídos os crimes de roubo em geral, que subiram pelo 14.º mês consecutivo em julho, da composição do cálculo das metas. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado.

A partir do dia 12, 18,5 mil policiais civis, militares e da Polícia Técnico Científica começam a receber bônus pelas metas alcançadas na redução da criminalidade no primeiro trimestre de 2014. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, os agentes vão receber valores entre R$ 350 e R$ 400 pela redução dos crimes de homicídio e latrocínio (assalto seguido de morte) e roubo e furto de veículos. 

O cálculo não leva em conta apenas dados globais sobre a criminalidade. A fórmula é composta por estatísticas do Estado, das regiões de atuação das polícias espalhadas pela capital, região metropolitana, litoral e interior, além dos distritos policiais combinados com companhias e batalhões da Polícia Militar de São Paulo.

Segundo o secretário, o aumento nas notificações de casos de roubo pode ser atribuído à criação da delegacia eletrônica, que não existia no ano passado. “Uma parte dos números (dos casos de roubo) acabou se mostrando em razão disso. O que afeta muito os indicadores porque acaba representando uma subnotificação.” 

Grella afirmou que quando o programa de metas foi estabelecido ainda não havia a constatação da subnotificação dos casos de roubo, crime que hoje pode ser registrado pela internet como alternativa à delegacia de polícia.

“É questão de justiça e fazer com que o programa se consolide. Sabe-se que tinha uma subnotificação de 65%, seria injusto. O que a gente quer é que o policial vá além do cumprimento do dever, mas que se esforce para reduzir os indicadores.” 

Epidemia. O secretário classifica o roubo como uma “epidemia” em todo o território nacional. Nas coletivas de imprensa para divulgar as estatísticas, o secretário de Segurança Pública tem cobrado penas mais duras contra criminosos que usam de violência para assaltar.

O secretário também cobra progressão de pena para criminosos reincidentes. Essas, entre outras medidas, foram apresentadas por Grella e secretários de Segurança Pública em Brasília.

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